terça-feira, 17 de julho de 2018

EMBARCAR – Deus quis e assim aconteceu



Quando Deus quer, encontra sempre corações disponíveis para que o Seu Querer aconteça. Nasceu finalmente o EMBARCAR, o Campo de Férias Católico na Diocese de Portalegre – Castelo Branco. 


Por mais que se queira fazer “projecto”, se esse não for um projecto querido por Deus, ele nunca prosperará. Mas o Tempo certo chegou, e o Campo de Férias Católico EMBARCAR, desafiado pelo Secretariado da Juventude e Vocações da diocese de Portalegre – Castelo Branco, aconteceu.
O Verão anuncia o final das aulas e para os adolescentes, um tempo “fora de casa”, “desligados” da televisão, dos tablets e dos smartphones... contra os quais é necessário lutar, para que os eles possam aproveitar um pouco melhor o Tempo de férias de Verão. Para essa luta, nada melhor do que agarrar numa tenda, numa viola (ou outro instrumento musical), nuns calções de banho, num caderninho e numa vontade muito grande de cantar, rezar e partilhar vida num lugar junto ao rio. Foi essa a proposta do EMBARCAR.
Entre os dias 5 e 8 de Julho, reuniram-se na Vila de Constância 23 jovens (entre os 12 e os 15 anos), 8 animadores e 1 padre, vindos de várias paróquias da Diocese de Portalegre – Castelo Branco, para dar início ao Campo de Férias Católico, e que levou a que muitos pudessem viver uma semana diferente com outros jovens e com Deus.
Este Campo de Férias Católico proporcionou aos jovens de uma forma descontraida e divertida, e a partir do ideal do rio, e da vida no rio, um tempo dinâmico de jogo, musica, dança, teatro, poesia, noite de cinema, trabalho de grupos, caminhada a pé, banhos no rio, contacto com a natureza, visita cultural, reflexão, oração e claro... Eucaristia. Jovens que entraram no campo como pequenas petingas e que, após baptismo do Campo, se transformaram em autenticos caparapus e autenticas sardinhas, prontos para a aventura do EMBARCAR.
O Campo de Férias Católico EMBARCAR destina-se a jovens dos 12 aos 15 anos, procurando proporcionar-lhe um tempo diferente com outros jovens na busca de uma maior aproximidade com Deus e com a Igreja. No verão de 2019, o Campo de Férias Católico irá realizar-se de 9 a 14 de Julho na Vila de Constância.
SDPJVpcb

terça-feira, 22 de maio de 2018

Temos um novo cardeal - D.António Marto


https://assets-oir.youongroup.com/1a93bfdc2c745936d7e62efa3b843f01/vscd8xhttjvw.jpg?w=1140&q=90
A nomeação cardinalícia do bispo de Leiria-Fátima foi, de certeza absoluta, uma surpresa para a maioria daqueles que se ocupam destas "cousas" da Igreja na sua organização e governo. O Papa tem vindo a reforçar o papel das “periferias” no Colégio Cardinalício, bem como o carácter universal da Igreja. Por essa razão é que esta nomeação é tão surpreendente.
 Francisco é sem dúvida um Papa reformador. Ao nomear um cardeal para Tonga, que eu próprio tive que procurar no mapa a sua localização, e ao não fazê-lo, por exemplo, para Veneza, onde antes foi cardeal o Papa João XXIII, revela que quer uma Igreja próxima dos cristãos e mais humilde no serviço. E sabemos que enquanto o catolicismo "afrouxa" no mundo ocidental, floresce nessas periferias como a Ásia ou a África.
 Do meu ponto de vista, esta nomeação tem dois aspetos a salientar: 1º o Pontífice reconhece em D. António Marto a humildade e a proximidade com que se relaciona com aos fiéis cristãos, além de plena comunhão com a sua reforma; 2º ao mesmo tempo revela novamente a sua espiritualidade mariana. É bem conhecida a devoção do Papa. Basta recordar a forma como confia à virgem as suas deslocações ao estrangeiro, quando visita a Basílica de Santa Maria Maior, ou então, a nova festa da Igreja que ainda ontem celebramos pela primeira vez: Maria, Mãe da Igreja. A mensagem de Fátima ganha assim uma nova dimensão. Estamos em pleno mês de Maria.
 Quanto ao primeiro ponto, o Papa Francisco já disse repetidamente que o título cardinalício não é honorífico. Recordo a homília do segundo consistório, em 2014: «Já o diz o próprio nome - cardeal -  que evoca o fundamento. Portanto, qualquer coisa que não é acessório, decorativo, que faça pensar numa condecoração, mas um eixo, um ponto de apoio e de movimento essencial para a vida da comunidade. (...) Na Igreja toda a presidência vem da caridade, deve ser exercida na caridade e tem como objetivo a caridade.»
 Do pouco que conheço de D. António Marto, a simplicidade e humildade são duas características que se evidenciam num primeiro contacto. Na reação à sua nomeação estas são bem evidentes, bem como a disponibilidade a colaborar no governo da Igreja, assim que o Bispo de Roma o solicite, e contribuir nas reformas iniciadas por Francisco. O bispo de Leiria-Fátima, na referência que faz ao seu pai, demonstra outra qualidade a que o Papa chama à atenção frequentemente, a resistência ao orgulho: «O meu pai não gostava muito que eu fosse padre, mas depois aceitou. Era um homem de fé católica, muito praticante. Um dia chamou-me à parte, depois da ordenação e disse: ‘lembra-te sempre que vens de uma família humilde, que não te suba o poder à cabeça’. E eu sigo este legado que o meu pai me deixou. Nunca me subiu o poder à cabeça nem aspiro a lugares de poder.»
 A Magnanimidade cardinalícia está em amar sem fronteiras. Quanto mais se alarga a responsabilidade no serviço da Igreja, mais se deve alargar o coração. Saber amar sem fronteiras e ao mesmo tempo cada fiel na sua situação particular e com gestos concretos.
D. António Marto, faço votos dos maiores sucessos no seu novo serviço a Deus e aos irmãos.
Dr Paulo Vitória, "iMissio"

quinta-feira, 17 de maio de 2018

uma “oportunidade para os alunos progredirem e descobrirem o valor da vida”

Bispo da Guarda reafirmou, a disciplina como lugar de conjugação de saberes



D. Manuel Felício escreveu ontem aos pais e encarregados de educação da diocese beirã para afirmar a EMRC como uma “oportunidade para os alunos progredirem e descobrirem o valor da vida”.
Na mensagem, publicada no site da diocese, o prelado sustenta que a escola é lugar de “muitos saberes” sustentando que a disciplina de EMRC é “um saber maior, que pretende conjugar todos os outros saberes e colocá-los ao serviço do bem completo de todas e cada uma das pessoas”:
“As aulas Educação Moral e Religiosa Católica pretendem cultivar este saber, acompanhando os alunos e abrindo-lhes caminhos de vida verdadeiramente feliz”.
Num convite aos alunos a que se inscrevam na disciplina D. Manuel Felício lembrou a importância do diálogo “com os pais e encarregados de educação” e pediu aos mais velhos “acompanhamento” dos discentes “nos processos que estas aulas envolvem”.

 colaborador

domingo, 6 de maio de 2018

QUE A MÃE PROTEJA TODAS AS MÃES




Em Dia da Mãe, lembramos todas as mães da terra, aquelas que já partiram e aquelas que ainda correm em direção à meta. Damos graças a Deus por elas e por elas rezamos, confiando-as à proteção da Mãe de Jesus, a Senhora de Fátima. Rezamos por todas, mas, sobretudo, por aquelas que sofrem injustamente, que vivem sem qualidade de vida, sem amor, sem alegria, sem esperança, sem pão nem paz e são vítimas de violências sem conta.
Vamos viver, neste mês de maio, a Semana da Vida. A vida tem uma referência social associada ao amor e à responsabilidade. Todos temos o dever de defender a vida humana, pressuposto de todos os direitos. A vida não pode ser concebida como um objeto de uso privado que cada um pode usar ou deitar fora de acordo com os seus humores ou determinadas circunstâncias. Respeitamos a vida, recusamos a eutanásia e o suicídio assistido, pois não eliminam o sofrimento, acabam, isso sim, com a vida de quem sofre, é um retrocesso civilizacional. Também não defendemos a obstinação terapêutica, a chamada distanásia, a terapêutica desadequada e excessiva que impede que a natureza siga o seu caminho normal: é má prática médica e eticamente condenável. Defendemos a “carinhotarepia” e os cuidados paliativos, para todos, sempre melhorados em qualidade e eficácia, aqueles cuidados que intervêm ativamente no sofrimento, mitigam a dor e outros sintomas, proporcionam apoio e qualidade de vida ao doente e a seus familiares. E se não somos donos da nossa própria vida, muito menos somos donos da vida dos outros, desde a conceção à morte natural. Por motivos vários, muitas mães sentiram-se forçadas a abortar e vivem agora amarguradas e sem paz. Confiando na infinita misericórdia do Deus da Vida, que elas, de coração renovado e confiante, sejam capazes de levantar o ânimo e de voltar a enfrentar a vida com alegria e esperança. Mas outros abortos são feitos conscientemente e reiterados por muitas mães. Não queremos julgar ninguém, apenas queremos reafirmar que toda a vida humana tem valor e dignidade infinita, reclama acolhimento e proteção.
As crianças, porém, não têm só mãe, também têm pai. E os pais destas crianças assim descartadas, não podem passar como se nada tivesse acontecido, também são corresponsáveis, não podem lavar as mãos da sua consciência para se fazerem crer a si próprios que não têm nada a ver com isso...
Segundo a Organização Mundial de Saúde, são realizados entre 40 e 56 milhões de abortos por ano, 153.425 por dia, 6.393 por hora, 2 abortos por segundo. E segunda dados da Pordata, em Portugal, desde 2008 a 2015, sem contar os abortos clandestinos, foram praticados, voluntariamente, nos estabelecimentos de saúde, 149.725 abortos. “Uma sociedade será tanto mais moderna e avançada quanto melhor trata e cuida dos seus elementos mais vulneráveis, criando leis e normas que impeçam o mais forte de exercer o seu poder sobre o mais fraco”. Nem tudo o que é decidido e aplaudido por maiorias parlamentares tem em conta a ecologia humana e integral em prol do bem comum, muito menos pode ser ética e moralmente aceite.

ORAÇÃO PELAS MÃES

“Louvado sejas, meu Senhor, pelas Mães.
Pela Mãe de cada um de nós;
pela tua Mãe, Maria de Nazaré
que tu quiseste fosse também nossa;
por todas as Mães, ainda vivas ou já falecidas.

Porque todas as Mães são iguais perante o mistério da vida,
todas são mártires e santas,
todas colaboraram Contigo na continuação do género humano.

Louvado sejas, meu Senhor,
pelas Mães pobres e doentes;
pelas Mães sobrecarregadas pelo trabalho, no emprego e em casa;
pelas Mães doadoras de muitas vidas;
pelas Mães que não são amadas pelos seus filhos;
pelas Mães solteiras e pelas Mães que morreram ao dar à luz uma vida nova.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela dedicação que cada um de nós recebeu de sua Mãe;
pela doação de todas as Mães a seus filhos;
e porque, no amor das Mães,
revelas o rosto materno do teu Amor a todos os homens.
Por Cristo, na unidade do Espírito Santo.” (Lopes Morgado, em “Lucas, e paz na terra”.

Antonino Dias
Proença-a-Nova, 04-05-2018.

sábado, 14 de abril de 2018

D. José Traquina: «Sois a esperança de um amanhã melhor» (c/áudio)

D. José Traquina: «Sois a esperança de um amanhã melhor» (c/áudio): Bispo de Santarém desafiou alunos a “relerem o passado para rasgarem novos futuros”.
No VIII Encontro Nacional do Ensino Secundário (VIII ENES) para alunos de EMRC que decorre em Tomar até este sábado D. José Traquina “investiu” os alunos no compromisso “do bem ao serviço de todos” na linha da ação e ideários dos Templários.
Nas palavras que dirigiu aos cerca de 1700 que se reúnem na cidade do Nabão o Bispo de Santarém começou por convidar os alunos a contemplarem o Lugar onde se encontravam, o Convento de Cristo, e a percecionarem nele a história de tantos homens e mulheres com ideais que sonharam um futuro melhor para si e para os outros:
“Hoje, neste lugar, convido-vos a verdes por detrás do que vemos. Quem construiu esta maravilha que está diante de nós? Homens e mulheres que construíram este lugar porque tinham ideais! Homens e mulheres que sonhavam! Não eram egoístas! Isto constitui-se hoje como um grande desafio para nós”.
O prelado agradeceu aos alunos estarem inscritos em EMRC e aí “poderem debater o futuro comum de toda a sociedade”:
“Agradeço-vos por terem escolhido a EMRC. Aí, e no secundário, sois a esperança de Portugal porque escolhestes um lugar a vossa formação onde podeis, livremente, olhar o mundo, e todas as suas luzes e sombras e debater o futuro!”.
D...

domingo, 1 de abril de 2018

ACREDITES OU NÃO, TAMBÉM MORREU POR TI!...




Nascido numa família humana, saudável e cheio de vitalidade, cresceu em sabedoria, estatura e graça. Trabalhou de carpinteiro e tinha um grande projeto a realizar: o projeto do Seu Pai para a salvação dos homens. Como qualquer ser humano, porém, Jesus sentia fome, sono, sede, cansaço, era sensível perante o sofrimento e a morte alheia, chorou por Lázaro, chorou sobre Jerusalém. De olhar penetrante, bondoso e delicado, dia após dia e noite após noite, nas margens do lago, no cimo dum monte ou onde quer que fosse, Ele fascinava, cativava, edificava as multidões que o procuravam e Lhe pediam que as não deixasse. A Sua maneira simples de ensinar as coisas mais complexas deixava qualquer sábio pedagogo boquiaberto. A expressão do Seu olhar manifestava força e determinação, firmeza de vontade, equilíbrio de emoções, alegria e paz. Aqueles que O ouviam, ficavam maravilhados com a Sua inteligência e nunca conseguiram apanhá-l’O em qualquer laço que lhe armadilhassem. Tinha como amigos os simples, os humildes de coração, os pequeninos, os pobres em espírito. Os inimigos foram os ambiciosos, os hipócritas, os duros de coração, os que se julgavam justos, bons e sabedores. Seguido e acarinhado pelas multidões, a elite mais incomodada com a Sua pessoa faziam correr as opiniões mais díspares sobre quem é que Ele seria e o destino a dar-Lhe.
E que fazer-Lhe se tanta mossa estava a causar a instalados no poder e na injustiça, a sábios de leis e costumes inúteis, a religiosos de piedade fingida e rotineira, Ele que dizia conhecer as Escrituras, que as Escrituras davam testemunho d’Ele e que até já existia antes de Abraão?
Que fazer a este homem que congregava os injustiçados, absolvia os pecadores, curava os doentes, dava vista aos cegos, o andar aos leprosos, a vida aos mortos, ordenava ao mar, repreendia o vento, abalava as estruturas do tempo, chamava hipócritas aos que se julgavam justos porque falsos e fingidos, mandava dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César e até disse que edificaria o Templo em três dias?
Que fazer a quem reunia multidões que até se esqueciam de comer, expulsava os vendilhões do Templo, falava como quem tem autoridade, mandava até nos espíritos maus, expulsava demónios, desobedecia à lei do sábado e do jejum, oponha-se ao divórcio, ensinava que a autoridade é serviço, que quem quisesse ser o maior se tornasse o mais pequenino de todos, que era preciso nascer de novo, que desviava para si a atenção do povo, dos jovens e das crianças, que lavava os pés aos discípulos e se manifestava tão subversivo na serenidade e tão pacificamente revolucionário?
Que fazer a este homem que multiplicou os pães e os peixes, que fez abundar a pesca e transformou a água em vinho, que passava noites inteiras em oração e apreciava a natureza, a noite, as montanhas, o mar, que chamava a atenção para a beleza dos lírios dos campos que nem trabalham nem fiam, e para os passarinhos que não semeiam, não colhem, nem juntam em armazéns e Deus cuida de uns e outros, Se servia de imagens da natureza para comunicar e ensinar, em pequeninas histórias, a beleza da Sua mensagem?
Que fazer quando os Seus próprios parentes diziam que Ele “tinha ficado louco”, os doutores da lei afirmavam que Ele estava possuído por Belzebu, que era um blasfemo e uma espécie de formiga branca na sociedade, um terrorista social indesejável?
Que fazer a este homem que à Samaritana Se apresenta como o Messias que havia de vir ao mundo, no Seu Batismo e na Transfiguração o Pai Se manifesta dizendo que Ele é o Seu filho muito amado, Natanael professa que Ele é o Filho de Deus e Rei de Israel, Marta afirma que Ele é o Cristo, o Filho de Deus que haveria de vir ao mundo, os Apóstolos pescadores reafirmam que verdadeiramente Ele é o Filho de Deus, e Ele próprio afirmava que Deus era seu Pai, dizia-se igual a Deus, que Ele e o Pai eram a mesma coisa, e mesmo diante do Pontífice afirma ser o Messias, o Filho de Deus, que era rei mas que o seu reino não era deste mundo, e até os anjos O vieram servir no deserto?
Que fazer a este homem a quem até o vento e o mar lhe obedecem, o povo se extasia porque nunca ouviu ninguém falar como esse homem, nunca viu nem ouviu coisa assim, que presenciou e viu, na verdade, fazer coisas tão estranhas?
Isto era coisa demais para aquelas cabecinhas muito seguras de si e donas da verdade. Eles pensavam ter o monopólio de falar sobre o Messias que haveria de vir. Sim, até pensariam que Ele, o Messias, ao chegar, até haveria de ir ao encontro deles para os saudar com mesuras e salamaleques e lhes perguntar o que é que havia a fazer e se lhe permitiam fazê-lo!
Mas Jesus não deu o braço a torcer, era livre demais, sabia o que queria e era obediente ao Pai. Veio para os pecadores e para os doentes que precisavam de médico. Mas a coisa foi-se tornando insustentável, foi-se agudizando cada vez mais, tornou-se mais incómoda, mais tensa, sem saberem muito bem o que Lhe haviam de fazer. É verdade que alguns daqueles que ouviam as palavras de Jesus diziam: De onde Lhe vem esta sabedoria e estes milagres? Este homem não é filho do carpinteiro? A Sua Mãe não se chama Maria e Seus parentes não são fulano e fulano …? Então de onde Lhe vem tudo isto?. E escandalizavam-se por causa de Jesus. Outros diziam que Ele era João Batista; outros, Elias; outros ainda, que era Jeremias ou algum dos profetas. Outros, por sua vez, diziam: «Ele é realmente o Profeta». Outros afirmavam: «É o Messias». Outros, porém, diziam: «Poderá o Messias vir da Galileia? Não diz a Escritura que o Messias será da linhagem de David e virá de Belém, a cidade de David?». Outros, casquilhavam: “É um profeta como os profetas antigos”. Herodes, porém, disse: “Ele é João Batista. Eu mandei-o decapitar, mas ele ressuscitou”. E vós quem dizeis que Eu sou?, perguntou Cristo a Pedro e Pedro respondeu: “Tu és o Messias”, “o Filho de Deus vivo”.
Até que a medida transbordou. Chegada a hora, pelo silêncio da noite, lá veio uma multidão, armada de espadas, paus e varapaus ao encontro de Jesus e Judas entrega-O com um beijo! Aquele que passou pelo mundo fazendo o bem, estava numa angústia de morte, suou sangue, foi preso, traído pelos amigos, abandonado pelas multidões, levado de Anás para Caifás, de Caifás para Pilatos, de Pilatos para Herodes, de Herodes para Pilatos, esbofeteado, cuspido, flagelado, vilipendiado, zombado, escarnecido, coroado de espinhos. E Pilatos disse: “não encontro nenhum crime n’Ele” e “Herodes também não encontrou”. E a mulher de Pilatos mandou dizer-lhe: “não te envolvas com esse justo”. Mas eles gritaram: “Mata esse homem! Solta-nos Barrabás”, “Crucifica-O, crucifica-O”. “Mas que mal fez Ele?”, “Crucifica-O”. Pilatos, porém, para agradar à multidão, dizendo que não era responsável pela morte desse homem, lavou as mãos, mandou flagelar Jesus e entregou-O para ser crucificado. Pregaram-n’O na cruz, deram-Lhe vinagre a beber, sortearam as Suas vestes, insultaram-n’O, ironizaram, espetaram-Lhe uma lança no peito, mataram-no, injustiçado, sem dó nem piedade, e confirmaram a Sua morte. O oficial do exército, porém, que estava em frente da cruz, ao ver como Jesus tinha expirado e os fenómenos que se associaram a este momento, exclamou: “Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus!”. Infelizmente, este reconhecimento veio tarde demais para Jesus, mas, por certo, foi momento de graça para esse centurião. No entanto, a morte de Jesus continua a ser escândalo para uns e loucura para outros, mas poder e amor de Deus para todos, quer se queira e se acredite quer não se acredite nem se queira.

Antonino Dias
Castelo Branco, 29-03-2018