quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Promoção da Nova Evangelização, com a proximidade do Jubileu Extraordinário da Misericórdia


A proximidade do Jubileu Extraordinário da Misericórdia permite-me focar alguns pontos sobre os quais considero importante intervir para consentir que a celebração do Ano Santo seja para todos os crentes um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus. Com efeito, desejo que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz.
O meu pensamento dirige-se, em primeiro lugar, a todos os fiéis que em cada Diocese, ou como peregrinos em Roma, viverem a graça do Jubileu. Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, a qual vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido. Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. Estabeleço igualmente que se possa obter a indulgência nos Santuários onde se abrir a Porta da Misericórdia e nas igrejas que tradicionalmente são identificadas como Jubilares. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro.
Penso também em quantos, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa. Para eles será de grande ajuda viver a enfermidade e o sofrimento como experiência de proximidade ao Senhor que no mistério da sua paixão, morte e ressurreição indica a via mestra para dar sentido à dor e à solidão. Viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será para eles o modo de obter a indulgência jubilar. O meu pensamento dirige-se também aos encarcerados, que experimentam a limitação da sua liberdade. O Jubileu constituiu sempre a oportunidade de uma grande amnistia, destinada a envolver muitas pessoas que, mesmo merecedoras de punição, todavia tomaram consciência da injustiça perpetrada e desejam sinceramente inserir-se de novo na sociedade, oferecendo o seu contributo honesto. A todos eles chegue concretamente a misericórdia do Pai que quer estar próximo de quem mais necessita do seu perdão. Nas capelas dos cárceres poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também transformar as grades em experiência de liberdade.
Eu pedi que a Igreja redescubra neste tempo jubilar a riqueza contida nas obras de misericórdia corporais e espirituais. De facto, a experiência da misericórdia torna-se visível no testemunho de sinais concretos como o próprio Jesus nos ensinou. Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá sem dúvida a indulgência jubilar. Daqui o compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça do perdão completo e exaustivo pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Portanto, tratar-se-á de uma indulgência jubilar plena, fruto do próprio evento que é celebrado e vivido com fé, esperança e caridade.
Enfim, a indulgência jubilar pode ser obtida também para quantos faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim.
Um dos graves problemas do nosso tempo é certamente a alterada relação com a vida. Uma mentalidade muito difundida já fez perder a necessária sensibilidade pessoal e social pelo acolhimento de uma nova vida. O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, quase sem se dar conta do gravíssimo mal que um gesto semelhante comporta. Muitos outros, ao contrário, mesmo vivendo este momento como uma derrota, julgam que não têm outro caminho a percorrer. Penso, de maneira particular, em todas as mulheres que recorreram ao aborto. Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que traziam no seu coração a cicatriz causada por esta escolha sofrida e dolorosa. O que aconteceu é profundamente injusto; contudo, só a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança. O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai. Também por este motivo, não obstante qualquer disposição em contrário, decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado. Os sacerdotes se preparem para esta grande tarefa sabendo conjugar palavras de acolhimento genuíno com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e indicar um percurso de conversão autêntica para conseguir entender o verdadeiro e generoso perdão do Pai, que tudo renova com a sua presença.
Uma última consideração é dirigida aos fiéis que por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X. Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém. De diversas partes, alguns irmãos Bispos referiram-me acerca da sua boa fé e prática sacramental, porém unida à dificuldade de viver uma condição pastoralmente árdua. Confio que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade. Entretanto, movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados.
Confiando na intercessão da Mãe da Misericórdia, recomendo à sua protecção a preparação deste Jubileu Extraordinário.
Vaticano, 1 de Setembro de 2015
FRANCISCUS

quinta-feira, 18 de junho de 2015

PAPA PUBLICA ENCÍCLICA “LAUDATO SI” SOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM





“Laudato si” (louvado sejas) é o nome da encíclica que o Papa Francisco acaba de publicar nesta quinta feira, 18 de junho, sobre o cuidado da casa comum, a ecologia.
Partindo da interrogação sobre o que está a acontecer ao mundo em que vivemos, o Papa Francisco desenvolve a sua reflexão a partir de algumas linhas de força: «a relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta, a convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo, a crítica do novo paradigma e das formas de poder que derivam da tecnologia, o convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a necessidade de debates sinceros e honestos, a grave responsabilidade da política internacional e local, a cultura do descartável e a proposta dum novo estilo de vida » (nº 16).
A ecologia ambiental (cuidado da natureza) e a ecologia humana (cuidado das acções e relações) implicam-se, por isso, mutuamente. O Papa pede, pois, que haja uma real mudança de estilos de vida (nº 203) e que se ultrapasse a cultura que desvaloriza a condição humana e que desvaloriza e destrói os recursos naturais. «Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo» (nº 230). A Encíclica “Laudato si” desenvolve-se em seis grandes capítulos: I - O que está a acontecer à nossa casa; II – O Evangelho da Criação; III – A raiz humana da crise ecológica; IV – Uma ecologia integral; V – Algumas linhas de orientação e acção; VI – Educação e espiritualidade ecológicas.
No entender do Papa Francisco, toda a ecologia reintegra o homem na natureza, reintegra no mundo, no seu ecossistema. E toda a ecologia lhe pede responsabilidade para que o mesmo mundo seja sempre habitável em recursos e relações. A existência humana, de facto, baseia-se em três grandes relações fundamentais e estreitamente interligadas: com Deus, com o próximo, com o mundo (a Terra).
É a própria preocupação ecológica que acaba por dar origem a uma série de estudos e análises quantitativas que conduzem à consciência da limitação e finitude dos recursos naturais do ecossistema e da implicação humana em todo o processo. O esgotamento dos recursos naturais, a energia, as matérias primas, a água, tudo implica um novo modo de relacionamento com a natureza que é também uma nova concepção do próprio homem. Para que a vida humana sobre a Terra seja possível e tenha futuro, é preciso ter em conta o carácter finito de muitos recursos e distinguir as energias renováveis das não renováveis. O homem é chamado a tomar consciência da finitude do mundo. Renunciar a investir nas pessoas é autêntico suicídio. E, por isso, toda a lesão da solidariedade e da amizade cívicas provocam danos ambientais (nº142).
A perspectiva da natureza e da condição humana como património valioso ultrapassa assim, em absoluto, a concepção puramente funcional da natureza. Não sendo descartável, o Homem é o valor central. Não mero usufrutuário mas também cuidador. Significa que a situação actual tem necessárias implicações éticas e comportamentais.
Talvez como nunca, a humanidade tenha hoje “capacidade” para uma auto-destruição total. Mas, também talvez como nunca, tenha também em mãos a possibilidade da opção pela preservação do mundo e da humanidade bem como o seu próprio desenvolvimento com qualidade. É a corrupção de consciências e de instituições que teima em esconder o verdadeiro impacto ambiental de alguns projectos humanos em troca de lucros parciais e favores ocasionais imediatos (Cf. Nº 182). Os problemas ecológicos assumem, então, formas que são verdadeiras ameaças à vida humana.
O factor responsabilidade vem, pois, interrogar os indivíduos e as instituições sobre a necessidade de acções e comportamentos que sejam compatíveis com a vida autenticamente humana. A ecologia pede que se ultrapasse a cultura do “descartável” do humano e dos recursos. E pede uma ética da responsabilidade. O Papa di-lo claramente. São necessárias opções corajosas (ao nível individual e das instituições) para não destruir aquilo que é o grande dom de Deus e a casa comum da humanidade. Não é, pois, novidade que a Igreja, e particularmente o Papa Francisco, se preocupem com a ecologia e a promovam como experiência, contexto e horizonte da existência humana e da reflexão sobre o seu valor inviolável.
Num momento em que se prepara a cimeira de Paris na qual se debaterão temas atinentes ao novo acordo global sobre o clima centrado na redução de emissões para limitar o aumento médio de temperatura em 2 graus, e num tempo em que a experiências de férias convida muitos à contemplação da natureza, fica o convite à leitura integral do texto do Papa Francisco.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Ecologia e Religião



1. Era Fernando Pessoa que perguntava: O mistério? E respondia: Olha para o lado e ele está lá. Sim, digo eu, está lá, ao lado, fora, dentro, em toda a parte. Ele mora, antes de mais, nesta pergunta infinita, inconstruível: porque há algo e não nada?
Há 13 700 milhões de anos foi o Big Bang. A Terra pode ter aparecido há uns 5000 milhões de anos e a vida há uns 3500 milhões. Há uns 7 milhões de anos, deu-se a separação do tronco comum, que se ramificou, de tal modo que temos, de um lado, os chimpanzés, gorilas... e, do outro, num processo que passa pelo Homo habilis e o sapiens, estamos nós, o Homo sapiens sapiens - acrescento sempre: e demens demens (sapiente sapiente e demente demente) -, há uns 150 mil anos.
Eu considero espantoso este processo gigantesco, que dá que pensar. E o mistério mora também aqui: porque é que apareceu, no termo dele, embora ainda a caminho, um ser que é o ser humano, sendo nele que o processo toma consciência de si, pois antes não sabia de si. E bastava a mínima variação nas leis iniciais, para não estarmos aqui a falar disto, deslumbrando-nos e pondo questões, como: há um desígnio?, como é que um processo impessoal produz uma realidade que se vive a si mesma como pessoa e como "eu", na primeira pessoa, e que fala e que é livre, e que distingue entre o bem e o mal e contempla e cria beleza, e pergunta com perguntas incessantes, até à pergunta ao infinito e pelo infinito? E porque é que, neste processo gigantesco, apareci eu, precisamente eu, único e irrepetível?
O facto é que nascemos nele, vimos da natureza, mas de tal maneira que somos natureza, dentro dela, mas ao mesmo tempo transcendendo-a: somos "da" natureza e "fora da" natureza, pois reflectimos sobre ela e é em nós e por nós que ela sabe de si. E vivemos dela e somos responsáveis por nós e por ela.
2. Mostrei aqui, na semana passada, citando cientistas eminentes, que, face à iminência da catástrofe - por exemplo, está aí o aquecimento global -, se impõe uma mudança de paradigma, para ser possível a continuidade da vida, pensando concretamente nos países mais pobres e nas gerações futuras, pois, na lógica actual, a Terra, que já viveu sem nós, pode pura e simplesmente expulsar-nos dela.
Numa obra importante, já aqui citada, Sustentabilidade, Leonardo Boff apela para a urgência de um desenvolvimento sustentável, para que "o capital natural seja mantido e enriquecido na sua capacidade de regeneração, reprodução e coevolução". Foi com o paradigma moderno, reclamando para a subjectividade e a tecnociência a omnipotência divina de dominação universal, que a natureza deixou de ser mãe acolhedora para tornar-se puro reservatório de energias a explorar sem limites. Tomamos cada vez mais consciência da urgência da mudança. Segundo Boff, há pontos fundamentais a considerar e a salvaguardar. 1. Reconhecer que a Terra é Mãe, como declarou oficialmente a ONU em 2009, e que a Terra é um superorganismo vivo, Gaia. 2. Resgatar "o princípio da re-ligação": todos os seres, particularmente os seres vivos, são interdependentes. A Terra é um sistema - num sistema, o todo é mais do que a soma das partes. Todos os seres são constituídos pelos mesmos elementos físicos e químicos, derivando daqui a consciência de que "temos todos um destino partilhado". 3. Entender que "a sustentabilidade global só estará garantida mediante o respeito dos ciclos naturais", o que implica um consumo racional dos recursos não renováveis e dar tempo à natureza para regenerar os renováveis, pensando na solidariedade intra e intergeracional. 4. Valorizar e preservar a biodiversidade, "que é a que garante a vida como um todo". 5. Exigir que "a ciência se faça com consciência e se submeta a critérios éticos, para que as suas conquistas beneficiem mais a vida e a humanidade do que o lucro e os mercados". 6. A tecnociência não é a via única de acesso válido à realidade. É preciso preservar valores como os direitos dos afectos e da razão sensível e cordial e das utopias e da colaboração e do respeito pela humanidade toda. 7. Colocar no centro o bem comum e a equidade, porque as conquistas humanas devem beneficiar a todos. 8. É urgente uma eco-educação, educação para a ecologia, preservação do meio ambiente, enquadrada por uma consciência planetária: "vida, humanidade, Terra e universo formamos uma única, grande e complexa realidade". Afinal, como advertiu Dostoievski, "o progresso todo não é nada comparado com o choro de uma criança".
3. "Dominai a Terra", disse Deus aos primeiros homens, segundo o Génesis. Há quem acuse essa ordem divina da presente situação. Má interpretação, pois o que Deus mandou foi cuidar da Terra como quem cuida de um jardim. E aí está outra razão para o Papa Francisco publicar em breve uma encíclica sobre a preservação do meio ambiente: é preciso cuidar da natureza, porque é criação, dom e presente de Deus.
Anselmo Borges

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Os padres não podem ser "maldispostos, queixosos nem o pior, aborrecidos"



O papa Francisco na homilia da missa Crismal de Quinta-feira Santa, celebrada na basílica de São Pedro explicou que o sacerdócio e a proximidade das pessoas cansa, mas "é um cansaço bom, cheio de frutos e de alegria".

"O povo fiel não nos deixa sem tarefas, a menos que se esconda num gabinete ou ande pela cidade num automóvel com vidros fumados", garantiu.
Mas, apesar desta fadiga, o papa disse aos sacerdotes que não podem ser "pastores maldispostos, queixosos nem, o que é pior, aborrecidos", reiterando a necessidade de pastores "com cheiro a ovelha" e "sorriso de padre".
"Em nada parecidos com esses que cheiram a perfume caro e olham para ti de longe e de cima", acrescentou.
Ainda a propósito da fadiga e do cansaço o Papa disse “a nossa fadiga é especial aos olhos de Jesus, que nos recebe e nos ergue", garantiu o papa na primeira cerimónia do chamado Tríduo Pascal, período de três dias em que os católicos assinalam a paixão, morte e Ressurreição de Cristo.
A missa Crismal que inicia a Quinta-feira Santa inclui a bênção dos óleos e a renovação das promessas sacerdotais de todo o clero, antes do início do Tríduo Pascal, à tarde
Francisco lembrou os deveres que devem cumprir os sacerdotes e acrescentou que existem outras tarefas como "construir um novo salão paroquial, ou pintar as linhas para o campo de futebol dos jovens do Oratório".
"São tarefas para as quais o nosso coração se move e comove. Alegramo-nos com os noivos que casam, rimos com o bebé que nos trazem para baptizar, acompanhamos os jovens que se preparam para o matrimónio e as famílias, apoiamos quem recebe a unção na cama do hospital, choramos com quem enterra um ente querido", disse.
Francisco instou os padres "não só a fazerem o bem, mas também a defenderem o rebanho e a defenderem-se do mal".

domingo, 22 de março de 2015

Vº Encontro Diocesano de EMRC



Por volta de 700 viveram a “Alegria na Missão”

Decorreu no passado dia 17 de Março, em Alcains, o Encontro dos alunos de EMRC (Educação Moral e Religiosa Católica) do 9º ano e Secundário. Mais de 700 alunos, vindos das diversas escolas reuniram-se à volta do tema: “Alegria na Missão”.  Depois dos dias de sol com que fomos presenteados, não esperávamos que neste dia a chuva nos viesse abençoar. Mas é que veio mesmo e para ficar! Só que não conseguiu tirar a alegria dos nossos jovens que encheram as ruas de Alcains, numa euforia contagiante. Os autocarros a chegar, fizeram aparecer às janelas muitos rostos curiosos, para presenciar o movimento que naquele dia a vila vivia. No Largo de Santo António, fomos acolhidos pela alegria contagiante do padre Rui. Distribuídos em grupos, iniciámos as diversas sessões pelos “Workshops” espalhados por diversos locais. O tema "Ser Testemunho de Alegria" esteve na base do trabalho desenvolvido. 
 
Foram cinco os “Workshops”: Humanidade, animado pelo Dr. Dimas Pedrinho que veio substituir o Dr. Fernando Moita, diretor do Departamento do Ensino Religioso Escolar (SDERE) por impossibilidade de última hora; Unidade, com a Dr.ª Anabela Tomé, dos Focolares; Fraternidade pela Dr.ª Filipa Sequeira que abordou o tema dos Convívios Fraternos. Comunidade, animado pela Irmã Paula André e versou o tema da vida consagrada; e ainda Taizé onde  na Igreja do Espirito Santo se pode “saborear” a experiência de oração vivida em Taizé.
Ao longo da manhã, os alunos percorreram os diversos ateliers e puderam contatar mais de perto com a alegria de amar e de servir, vivido por pessoas que aceitam contribuir com os seus dons para as mais diversas pastorais da Igreja e que buscam com as suas ações levar a mensagem do Evangelho a todos.
Depois de percorridos os diversos “Workshops”, muita coisa ficou no coração de cada um de nós, com certeza mais sensibilizados e despertos para a Missão, sentindo que Deus precisa de cada um dos seus filhos para que o seu Plano de Amor aconteça no nosso mundo de hoje.
Chegou a hora do almoço, sempre muito aguardada. Não tanto pela comida em si, mas pelos momentos de encontro e convívio que proporciona a todos os alunos.
 
A parte da tarde trouxe a explosão daquilo que ia na alma de cada um. Foi cantar e encantar. Como temos tantos talentos dentro de nós! Como foi bonito ver tantos jovens a partilhar esses dons, a concretizar na alegria, o Plano de Deus. 
Uma tarde vivida no encontro das diferentes experiências que ajudam também a tornar estes momentos marcantes na vida destes alunos, contribuindo para potenciar a disciplina de EMRC. 
 
Antes da despedida, as palavras do nosso Bispo D. Antonino que nos acompanhou ao longo de todo o dia. A euforia do momento não permitiu dizer muito, “quero manifestar a minha alegria pela vossa alegria”, disse D. Antonino. E foi mesmo isso. Muita alegria que queremos se repita em muitos momentos das nossas vidas.
Conceição Cardoso
Professora de EMRC