quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Taizé em Roma

 Se quiseres saber mais sobre o encontro Europeu em Roma
http://vimeo.com/50799033

 http://vimeo.com/49350033

 http://vimeo.com/11626605

Viver cada dia como único ...

"Quando se levanta pela manhã e põe os pés no chão nunca diga é mais um dia, com cara de fastio e preguiça no corpo, diga antes é um dia diferente, único e agredeça com alegria esta dádiva de pôr os pés no chão e viver este novo dia, sempre único, com momentos diferentes, surpresas diferentes, amigos novos, ideias novas, notícias novas, etc...aprenda a dar valor a tudo isto que passa por nós sem nos darmos conta porque quando nos levantamos temos só a noção de que é mais um dia! uma forma errada de viver, depois daqui a mais uns dias tem 80 anos e diz: quantos dias me faltam? VAMOS VIVER AO MÁXIMO CADA DIA ÚNICO!!! 
Mensagem deixada pelo amigo Paulo

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

É possível evangelizar nas redes sociais da internet



Mensagem de Bento XVI para a Jornada Mundial das Comunicações 2013


Os comunicadores digitais católicos, ou dito de outra forma, “os evangelizadores da Rede”, receberam o apoio do santo Padre Bento XVI pelos seus grandes esforços em entender a linguagem dos meios de hoje – com poucas horas de descanso e não poucas incompreensões -, de modo que a mensagem de Cristo permaneça em vigor nas redes sociais da internet.
Esta boa notícia chegou a cada dispositivo móvel ou fixo que estivesse na rede, quando na sexta-feira foi publicado o tema da 47ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais 2013, com a qual o Papa orientará a Igreja Universal sobre este importante campo, denominado por ele mesmo “um continente digital”. É que a questão escolhida não podia ser mais oportuna e clara: “Redes Sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços para a evangelização".
De acordo com a nota de apresentação do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, o tema enquadra-se muito bem no contexto do Ano da Fé, dado que o “modo de humanizar e vitalizar um mundo digital impõe hoje uma atitude mais definida: já não se trata de usar a internet como “meio” de evangelização, mas de evangelizar considerando que a vida do homem moderno também se expressa no ambiente digital”.
Em particular, acrescenta o comunicado, "é necessário considerar o desenvolvimento e a grande popularidade das redes sociais, que permitiram o crescimento de um estilo dialógico e interativo na comunicação e nos relacionamentos."
Cabe destacar que a iminente Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos, dedicada à Nova Evangelização, também abordará o tema. Por isso o anúncio da Jornada chega a tempo. Nos parágrafos 59-62 do Instrumentum Laboris, referindo-se às "Novas fronteiras do cenário comunicativo”, há referências explícitas a esse desafio, com um convite para que os cristãos tenham "a audácia de ir a esses “novos areópagos”, aprendendo a dar uma avaliação evangélica, encontrando os instrumentos e os métodos para fazer ouvir também hoje nestes lugares o patrimônio educativo e a sabedoria custodiada pela tradição cristã (62c)".
As experiências são contadas por milhões hoje, onde os correios eletrônicos e as mensagens de texto do celular com frases ou mensagens evangelizadoras, passaram -  sem parar estes primeiros – a novos espaços, como os blogs do bispo ou pároco, as redes sociais das religiosas e dos leigos, os tweets das assessorias de imprensa dos episcopados e dioceses, ou as webs dos entendidos na pastoral das comunicações.
É assim que esta Jornada Mundial das Comunicações Sociais 2013, que segue fielmente o mandamento do Vaticano II por quase 50 anos, animará os que ainda têm dúvidas sobre a potencialidade destes meios, a ‘remar mar adentro’ e ocupar o seu espaço. E àqueles que já os utilizam, será um consolo para buscar novos meios e caminhos, para que mais e mais pessoas façam-lhes um sincero clic em “curto” ou lhes sigam... A Jornada Mundial das Comunicações do ano 2013 será celebrada no dia 12 de maio, durante a solenidade da Ascensão do Senhor. A mensagem integral do santo padre será divulgada no dia 24 de janeiro, sempre na festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos escritores e jornalistas.

sábado, 29 de setembro de 2012

Semana Nacional da Educação Cristã arranca este sábado




É importante aprofundar valores cristãos
Professores e catequistas são desafiados a privilegiarem a consolidação da fé no meio das comunidades.


A Semana Nacional da Educação Cristã arranca este sábado e é uma ocasião para mostrar a importância que a catequese e a disciplina de educação e moral religiosa católica podem ter na formação das crianças e dos jovens. Uma importância ainda maior neste tempo de crise, sublinha D. António Francisco dos Santos, presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.
“Neste tempo difícil em que vivemos, marcado pela crise, e pelas provações, mais razões temos para encontrarmos na descoberta dos valores cristãos esse sentido da dimensão da partilha, da solidariedade, e na educação para os valores nessa matriz cultural cristã que a Europa tanto precisa”, defende D. António Francisco dos Santos.

A Semana Nacional da Educação Cristã desafia professores e catequistas a privilegiarem a consolidação da fé no meio das comunidades.
O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé explica que muitos pais confundem catequese com educação e moral, mas “uma não invalida a outra”, porque a iniciação cristã que a catequese dá deve ser complementada com a formação para a cidadania que a educação e moral permite.
D. António Francisco dos Santos sublinha que é muitas vezes através das crianças que muitos pais (re) descobrem a dimensão da fé, daí a importância do ensino desta disciplina.
Este responsável confirma que a não colocação de professores também atingiu este ano alguns docentes de Educação e Moral e garante que a Comissão Episcopal está a acompanhar a situação.
O programa da Semana Nacional da Educação Cristã começa este sábado com uma peregrinação das escolas católicas a Fátima. As Jornadas Nacionais de Catequistas vão decorrer de 5 a 7 de Outubro.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Taizé: um LINDO testemunho






Desde que a minha irmã L. viveu uma experiência espiritual em Taizé que este lugar se tornou para mim um ponto do globo que não podia nunca deixar de visitar. O feedback desta vivência tinha sido muito bom e, sendo ela alguém bastante exigente e perfecionista, aquela admiração por esta simples grande aldeia só era explicada, a meu ver, dadas as suas caraterísticas únicas. A motivação e eloquência com que me falava desta comunidade eram fantásticas!

Mais tarde, quando me matriculei no 11.º ano, na Escola Secundária da Sertã, e escolhi ter EMRC como disciplina, o entusiasmo que inundava quem desta aldeia francesa falava e que foi constante ao longo do ano, fazia-me desejar cada vez mais uma peregrinação a esta terra.

Depois dos vários testemunhos que me tinham sido apresentados que Taizé passou a constituir um oásis de fé e amor, onde reinava, acima de tudo, a simplicidade e a alegria.

Assim, é fácil entender que as expectativas que trazia eram elevadíssimas e o receio de que não fossem superadas eram também uma constante que antecedia a chegada e os primeiros dias em Taizé.

Talvez só a partir do 2.º dia percebi que aquele lugarzinho era realmente especial, dado o seu espírito tão próprio e o ambiente acolhedor de fraternidade, amizade e amor que se faziam sentir em tudo e em todos.

A pertença a diferentes igrejas cristãs não quebrava, impressionantemente, o sentido de comunhão estabelecido entre os milhares de pessoas que aqui querem viver intensamente uma semana (na maioria dos casos), unidos a Deus, a Cristo e, evidentemente, àqueles que nos rodeiam. Nomeadamente, àqueles que provavelmente buscam a resposta às mesmas inquietantes questões, àqueles que anseiam por uma paz interior que noutro local não encontram, àqueles que ainda não se conhecem e têm a necessidade de o fazer e/ou àqueles que mesmo arrastados pela força da multidão vêm descobrir algo inesperado e muito mais forte do que aquilo que esperavam.

Bem, as razões que nos conduzem até Taizé podem ser diversas, contudo há sempre uma consequência que é comum e que nem sempre é identificada como o propósito desta experiência, isto é, a valorização da espiritualidade de cada um, essencial a uma vida plena.

O ambiente de Taizé é realmente convidativo à reflexão e/ou introspeção que podem culminar numa tão nomeada mudança de vida.

A solidariedade e a comunicação são também conceitos que combinam na perfeição com o espírito comunitário de Taizé. A interajuda é também observável na sua essência livre de qualquer outro interesse, unicamente com o intuito de proporcionar ao outro o melhor.

É, por exemplo, incrível que aquando da distribuição das refeições haja uma disputa feroz e concomitantemente saudável entre voluntários para se conseguir um simples lugar de trabalho. O desejo de participar em tudo o que se puder é também qualquer coisa de impressionante, algo que acaba por impedir uma boa noite de sono! Todos queremos aproveitar Taizé ao máximo!


Existem grupos de reflexão que interpretam e analisam passagens bíblicas transpondo, com base na experiência de vida de cada um, a sua lição para o mundo atual, ou seja, através destes grupos é possível compreender facilmente o quão presentes são as parábolas bíblicas. Além de que aqui são também criados laços que motivam à confiança.

Taizé é, pois, um lugar privilegiado para a interação entre pessoas cultural e educacionalmente muito diferentes, pessoas de hábitos e tradições distintas e onde as diferentes línguas não são propriamente um obstáculo, sendo que talvez seja por isso que em Taizé está patente a valorização dos simples gestos, como os sorrisos e até mesmo os olhares.

É fantástico ouvir a única música em português (Cantarei ao Senhor) ecoar dos lábios de coreanos, alemães, ingleses, franceses, italianos… que, embora com acentuações esquisitas ou sotaques diferentes, acabam por ter um único sentido.

Neste lugar “mágico”, as emoções estão muito presentes.

Durante as orações as lágrimas (por vezes) correm pelo rosto de quem está ao nosso lado e isso não nos é indiferente.

Taizé é como um concretizar de um Deus que é Amor!     



Taizé, 28 de Julho de 2012



S.(Escola Secundária da Sertã)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Jovens de EMRC buscam em Taizé o Espírito para a construção de uma “Nova Solidariedade”



Entre os dias 20 e 30 de Julho, mais de uma centena e meia de jovens de diversas zonas da diocese de Portalegre e Castelo Branco, rumaram a Taizé para uma experiência de encontro, de partilha e de comunhão.

O que os unia? Tinham como denominador comum o facto de serem alunos da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica e, se uns iam pela primeira vez, outros faziam dessa experiência um reencontro. Não estiveram sós, mas juntaram-se a milhares de jovens e adultos provenientes de uma multiplicidade de países, culturas, modos de viver e de crer.

Mas o que tem de tão especial Taizé, para que tantos jovens se disponham a trocar o conforto das suas casas pela exiguidade de uma tenda? Lendo o testemunho de vários jovens encontramos a resposta. Em Taizé revela-se o que há de mais bonito na vida de cada jovem, em momentos especiais e únicos que, de modo imprevisto, tocam a sensibilidade e reavivam a fé e a confiança.

O que há de comum em todos os testemunhos destes jovens é o sentido da busca e a busca de sentido. Para a imensidão de jovens que acorreram a Taizé, este local representa uma busca de sentido e concretiza-se no sentido da busca … um sentido e uma busca que, na riqueza da diversidade, constroem comunhão.

Ao longo de 10 dias, através dos momentos de encontro e de partilha, do diálogo nos pequenos e grandes grupos, do trabalho cooperativo, da participação nos workshops, da oração comunitária e do silêncio, todos foram convidados a ser arautos e protagonistas de uma nova solidariedade, capaz de dar sentido à busca e de iluminar a busca do sentido. Interpelados pela riqueza da partilha e do testemunho de vida, o sentido e a busca foram ganhando uma nova profundidade.

O sentido conduziria uns à descoberta de um caminho capaz de apontar uma direcção, uma meta, ou simplesmente um rumo para se tornar “peregrino da confiança” na vida quotidiana; a outros levaria à compreensão do que é essencial para o seu dia-a-dia e a fé, num espírito de verdadeira fraternidade e na descoberta de que o que faz sentido para uma vida plena vive-se na simplicidade do coração; noutros o espírito de comunhão foi sentido em cada gesto, em cada melodia, em cada momento de diálogo ou de recolhimento, testemunhando a presença de um Deus que é amor e que convida, de modo pessoal e comunitário, a simplificar a vida, a montar e a desmontar a tenda das nossas prioridades, a viver a alegria da descoberta e do encontro, a escutar e a valorizar os que vivem na inquietude, na dor e no sofrimento, a irradiar luz e felicidade para o mundo, a estabelecer elos de “comum” unidade (comunidade), enfim a formar com toda a humanidade uma verdadeira família em Cristo.

Após o regresso à base da montanha, vivendo uma transfiguração espiritual, o espírito de Taizé continua a ecoar: “vai! Monta a tua tenda e constrói uma nova solidariedade!”.     

Profª Dina