quarta-feira, 7 de março de 2018

Despertos para Cristo | Retiro de Jovens



No passado fim-de-semana (2 a 4 de Março), aconteceu na Diocese de Portalegre – Castelo Branco, na paróquia de Vila de Rei, o Retiro para Jovens, com o tema “Desperta tu que dormes”, organizado pelo Secretariado Diocesano da Pastoral da Juventude e Vocações.


Participaram cerca de 35 jovens vindos das paróquias de Abrantes, Alferrarede, Carvoeiro e Constância (Arciprestado de Abrantes), Alcains (Arciprestado de Castelo Branco), Gavião e Ponte de Sor (Arciprestado de Ponte de Sor), Cernache do Bonjardim, Ermida, Fundada, Vila de Rei e Sertã (Arciprestado de Sertã).
Para orientar o tempo de retiro com os jovens, esteve presente o Padre Alberto Tapadas, pároco das paróquias de Longomel e Ponte de Sor, que desafiou os nossos jovens a despertarem dos adormecimentos impostos pelos ritmos da sociedade, de modo a cada jovem reconhecer em Jesus o Sentido Único da sua fé.
O retiro teve início com uma dinâmica de apresentação entre o grupo, e com um “pensa rápido” de perguntas sobre a experiência de fé dos jovens presentes, seguido de um momento de oração de acção de graças. A terminar a noite, cada jovem foi levado às diferentes zonas de quartos para que todos se pudessem instalar e acomodar. A noite terminou com um “chá e umas bolachas” como forma de estreitar laços entre todos.
O dia de sábado começou com a oração da manhã, onde cada jovem foi confrontado com o seu “Ser único” aos olhos de Deus e “Ser muito amado” por Deus. Deus espera de cada jovem, não coisas fantásticas, mas espera gratuidade e partilha dos dons que Ele concede e coloca no coração de cada um.
O Padre Alberto, durante este dia de sábado, foi reflectindo com os jovens sobre a fé, e como cada jovem vive a fé nas diferentes realidades da sua vida. Neste caminho de descoberta, o padre Alberto destacou a importância do conhecimento de si mesmo; da oração e do “como” no dialogo com Deus; a necessidade de cada um mudar em si mesmo aquilo que não é compatível com o Evangelho de Jesus; e também sobre a coragem de cada um assumir, de modo coerente, um caminho de santidade.
No final da tarde, e após o lanche, foi celebrada a Eucaristia onde se partilharam e agradeceram, a partir do Evangelho de Jesus, as pistas que o padre Alberto havia desafiado. Depois do jantar, os jovens caminharam com a Cruz de Jesus, rezando as várias estações da Via Sacra. A noite “foi terminando” em redor da Cruz, num momento forte e íntimo de adoração ao Cruxificado.
O Domingo foi dia de oração e de partilha das conclusões descobertas por cada jovem. Na oração da manhã os jovens terminaram a oração da Via Sacra, iniciada na noite anterior, agradecendo assim a oferta de Jesus por toda a Humanidade. Seguiu-se um trabalho prático e de diálogo em grupos, onde cada um tinha que encontrar o seu “símbolo metade” e, em conjunto, dialogar sobre um tema que o Padre Alberto tinha partilhado no dia de sábado.
O retiro terminou com a proposta aos jovens de lutarem sempre pela felicidade, assumindo Jesus com coragem, em todos os projectos, e com o entusiasmo próprio de quem se sabe amado e desafiado a muito mais do que ficar parado no Tempo e na História, sem deixar a sua marca.
Destacar ainda a passagem do nosso Bispo Diocesano, D. Antonino Dias, e dos padres, João Pires Coelho (Vila de Rei) e Paulo Ribeiro (Cernache do Bonjardim) pelo Centro Pastoral de Vila de Rei, para cumprimentarem e entusiasmarem os jovens presentes. Uma presença que a todos alegrou e estimulou.
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

89º CURSILHO DE CRISTANDADE DE HOMENS em Mem Soares



MOVIMENTO DOS CURSILHOS DE CRISTANDADE
DIOCESE DE PORTALEGRE- CASTELO BRANCO
89º CURSILHO DE CRISTANDADE DE HOMENS
Realiza-se na Casa Diocesana de Mem Soares, em Castelo de Vide, entre os dias 15 a 18 deste mês o 89º Cursilho de Cristandade para Homens da nossa Diocese.
Estarão a viver esta experiência, certamente única nas suas vidas, homens de todos os pontos da nossa Diocese.
E porque sabemos que o cursilho também é suportado por uma comunidade orante que, fora do cursilho e à distância, oferece orações e sacrifícios pelo seu êxito, através da “intendência” por saber por experiência própria da transcendência dessa atitude em ordem a conversão, essas comunidades estão em oração por toda a diocese.
Indicamos algumas para que todos que possam, se integrem.
Assim:
·        Em Abrantes

    a partir de 25/01/2018 diariamente uma dezena do terço.
 – desde 01/02/2018 ler, diariamente, alguns versículos dos capítulos 12, 13, 14, 15, 16 e 17 do Evangelho segundo  S. João.
– A partir do dia 08/02/2018 início do registo, por escrito, das intendências individuais a realizar nos dias em que o cursilho decorre, para serem recolhidas na Ultreia no dia de carnaval.
– Enquanto decorre o cursilho, serão feitas algumas acções comunitárias nomeadamente:      Hora Apostólica e Via Sacra.
·        Em Castelo Branco

Quinta-feira: Peregrinação ao Santuário de N. S. de Mércoles, com partida da Igreja de São José Operário
Sexta-feira: Via Sacra na Igreja de São Tiago
Sábado: Adoração ao Santíssimo na Igreja de São Tiago
Todas as Intendências são às 21-00 horas.


·        Pinhal

Ø  Centro de Ultreia de Proença 
Quinta feira, às 11horas, Eucaristia
Sexta-feira, às 20:30, Adoração 
Sábado, caminhada com recitação do terço na parte da tarde
Domingo, participação no encerramento
Ø  Núcleo de Penhascoso
Quinta, sexta e sábado às 20h (capela Nossa Senhora da Luz-Queixoperra):
   vigília de oração, adoração, meditação e via sacra
           Domingo: participação no encerramento


Ø  Centro de Ultreia da Sertã e da Sobreira Formosa
            Oração individual


·        PORTALEGRE

Intendências Comunitárias:
– 5ª feira, dia 15 – 18h 30m, S. Lourenço – Eucaristia e Ultreia (21h)
– 6ª feira, dia 16 –18h, S. Lourenço – Via Sacra
– Sábado, dia 17 – 17h 30m, S. Lourenço – Hora Apostólica
– Domingo, dia 18, Gavião – Participação no Encerramento



domingo, 11 de fevereiro de 2018

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma



«Porque se multiplicará a iniquidade,
vai resfriar o amor de muitos» (
Mt 24, 12)



Amados irmãos e irmãs!
 Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, «sinal sacramental da nossa conversão»,[1] que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida.
 Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12).
Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenómenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.
Os falsos profetas
Escutemos este trecho, interrogando-nos sobre as formas que assumem os falsos profetas?
 Uns assemelham-se a «encantadores de serpentes», ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!
 Outros falsos profetas são aqueles «charlatães» que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis mas desonestos! Quantos acabam enredados numa vida completamente virtual, onde as relações parecem mais simples e ágeis, mas depois revelam-se dramaticamente sem sentido! Estes impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar. É o engano da vaidade, que nos leva a fazer a figura de pavões para, depois, nos precipitar no ridículo; e, do ridículo, não se volta atrás. Não nos admiremos! Desde sempre o demónio, que é «mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), apresenta o mal como bem e o falso como verdadeiro, para confundir o coração do homem. Por isso, cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rasto bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem.
 Um coração frio
Na Divina Comédia, ao descrever o Inferno, Dante Alighieri imagina o diabo sentado num trono de gelo;[2] habita no gelo do amor sufocado. Interroguemo-nos então: Como se resfria o amor em nós? Quais são os sinais indicadores de que o amor corre o risco de se apagar em nós?
 O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, «raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n'Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos.[3] Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas «certezas»: o bebé nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expetativas.
 A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte.
 E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário.[4]
 Que fazer?
Se porventura detetamos, no nosso íntimo e ao nosso redor, os sinais acabados de descrever, saibamos que, a par do remédio por vezes amargo da verdade, a Igreja, nossa mãe e mestra, nos oferece, neste tempo de Quaresma, o remédio doce da oração, da esmola e do jejum.
 Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas, com que nos enganamos a nós mesmos,[5] para procurar finalmente a consolação em Deus. Ele é nosso Pai e quer para nós a vida.
 A prática da esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão: aquilo que possuo, nunca é só meu. Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja. A este propósito, faço minhas as palavras exortativas de São Paulo aos Coríntios, quando os convidava a tomar parte na coleta para a comunidade de Jerusalém: «Isto é o que vos convém» (2 Cor 8, 10). Isto vale de modo especial na Quaresma, durante a qual muitos organismos recolhem coletas a favor das Igrejas e populações em dificuldade. Mas como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: aqui está um apelo da Providência divina. Cada esmola é uma ocasião de tomar parte na Providência de Deus para com os seus filhos; e, se hoje Ele Se serve de mim para ajudar um irmão, como deixará amanhã de prover também às minhas necessidades, Ele que nunca Se deixa vencer em generosidade?[6]
 Por fim, o jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo uma importante ocasião de crescimento. Por um lado, permite-nos experimentar o que sentem quantos não possuem sequer o mínimo necessário, provando dia a dia as mordeduras da fome. Por outro, expressa a condição do nosso espírito, faminto de bondade e sedento da vida de Deus. O jejum desperta-nos, torna-nos mais atentos a Deus e ao próximo, reanima a vontade de obedecer a Deus, o único que sacia a nossa fome.
 Gostaria que a minha voz ultrapassasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando a todos vós, homens e mulheres de boa vontade, abertos à escuta de Deus. Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente connosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos!
 O fogo da Páscoa
Convido, sobretudo os membros da Igreja, a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar.
 Ocasião propícia será, também este ano, a iniciativa «24 horas para o Senhor», que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística. Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: «Em Ti, encontramos o perdão» (v. 4). Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental.
 Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do «lume novo», pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. «A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito»,[7] para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor.
 Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim.
 Vaticano, 1 de Novembro de 2017
Solenidade de Todos os Santos
Francisco


[1] Missal Romano, I Domingo da Quaresma, Oração Coleta.

[2] «Imperador do reino em dor tamanho / saía a meio peito ao gelo baço» (Inferno XXXIV, 28-29).

[3] «É
 curioso, mas muitas vezes temos medo da consolação, medo de ser
consolados. Aliás, sentimo-nos mais seguros na tristeza e na desolação.
Sabeis porquê? Porque, na tristeza, quase nos sentimos protagonistas;
enquanto, na consolação, o protagonista é o Espírito Santo» (Angelus, 7/XII/2014).

[4] Nn. 76-109.

[5] Cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 33.

[6] Cf. Pio XII, Carta enc. Fidei donum, III.

[7] Missal Romano, Vigília Pascal, Lucernário.