quinta-feira, 12 de março de 2015
terça-feira, 10 de março de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
Alunos de Vila de Rei visitaram Belmonte
No dia 28 de janeiro, no
âmbito da articulação entre as disciplinas de EMRC e História, cinquenta
e três alunos dos 6º e 7º anos, acompanhados por seis professores do
Agrupamento de Escolas de Vila de Rei, realizaram uma vista de estudo a
Belmonte, enquadrada no estudo das religiões monoteístas, da perseguição
aos judeus e Descobrimentos.

Nesta
vila puderam conhecer a sinagoga como o Museu Judaico onde aprofundaram
os seus conhecimentos sobre a forma de expressar a fé por parte dos
judeus bem como um pouco da história dos cristãos-novos.
A
vila tem como filho ilustre Pedro Álvares Cabral que, em 1500,
descobriu o Brasil. Tiveram oportunidade de visitar o Museu das
Descobertas e o Ecomuseu do Zêzere. Neste (re)descobriram a fauna e
flora deste afluente do Tejo. Tiveram ainda oportunidade para visitar o
Museu do Azeite e o Castelo, uma novidade para muitos dos alunos.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Encontro de Professores de Educação Moral e Religiosa Católica *** Retiro
Precisamos
ter no nosso interior o ADN da transformação
Foi
assim em ambiente de retiro, reflexão e partilha que os professores de Educação
Moral e Religiosa Católica da Diocese de Portalegre-Castelo Branco se reuniram
no passado dia 18 de fevereiro, no Seminário dos Missionários do Preciosíssimo
Sangue, em Proença-a-Nova.
Depois
da oração inicial, o Padre Francisco Garcia, mais conhecido por Pe. Paco, da
Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue, partilhou com os
professores momentos de reflexão neste início de quaresma.
“Fortalecei
os vossos corações” é o tema que o papa Francisco escolheu para a sua mensagem
quaresmal e foi um pouco também em volta disso que incidiu a reflexão.
Um
momento de paragem, de entrar na intimidade, fechar as “portas” e deixar que o
Senhor seja o protagonista, que no silêncio possamos escutar e interiorizar
para depois poder dar aos outros. Desafiou a sermos profetas da palavra e o
profeta é o que escuta no silêncio.
Reforçou
também a oração como peça fundamental do viver do cristão. Fechar as “janelas”
entrar nos nossos aposentos e orar. Não se preocupando com o tempo, mas com a
qualidade desse tempo que dedicamos ao Senhor.
Depois
de um breve intervalo, foi o momento de passar à celebração da Eucaristia. Um
momento alto do encontro, à volta da mesa da palavra, em quarta-feira de
cinzas. Neste dia somos colocados dentro do
mistério. É um tempo de muita conversão, de muita oração, de arrependimento, um
tempo de voltarmos para Deus.
Terminada a Eucaristia seguiu-se o almoço convívio oferecido
pelos Missionários do Preciosíssimo Sangue e na parte da tarde um espaço para
informações e preparação dos diversos encontros no âmbito da disciplina, de
modo especial o encontro Diocesano do
aluno de EMRC do 9º ano e Secundário a realizar no próximo dia 17 de Março em Alcains.
Partimos para mais um etapa nesta caminhada e como alguém
dizia: “esta certeza de que o professor é "guardador" dos dons de
Deus”.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Conclusões da formação em EMRC
O Secretariado Nacional da Educação Cristã organizou a formação “ ‘A
partir do coração do Evangelho’ - Hermenêutica do Programa, Instrumento
de formação do Professor Reflexivo”, nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro, no
Seminário de Nossa Senhora de Fátima, em Alfragide, para Diretores
diocesanos e suas equipas, professores cooperantes (vulgo orientadores
de estágio) e outros professores.
Cerca de uma centena de participantes, provenientes das 20 dioceses do país, ouviram na sessão de abertura D. António Moiteiro, bispo de Aveiro e membro da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, falar sobre a importância e missão do professor de EMRC. Referiu que este não pode ter medo da sua identidade cristã e, sobretudo, nunca deve cair na tentação de “descafeinar o anúncio da ressurreição de Cristo. O professor de EMRC é igual a todos os outros, mas nunca pode esquecer a sua identidade própria”.
Num outro momento da formação, o padre Júlio Franklim Couto, na abordagem que fez do tema: “A hermenêutica bíblica numa disciplina confessional”, questionou os presentes sobre o espaço dado à Sagrada Escritura na EMRC e alertou que há que evitar quatro erros: o fabulismo – há que perceber que a Bíblia não é um conto para crianças; o arqueologismo – reduzir a Bíblia a um conjunto de histórias do passado; doutrinalismo – ficar apenas nas fórmulas, de modo a retirar afirmações para confirmar verdades; e finalmente o moralismo – reduzir a Bíblia a um conjunto de histórias edificantes.
As realidades são diferentes consoante as regiões do país, mas a vontade e a alegria de ser professor de EMRC é igual. E, como referiu o padre José Frazão, S.J., na sua intervenção “EMRC, profecia e dom: um jeito de ser Igreja”, os tempos não são fáceis, mas o professor de EMRC tem que enfrentar estes tempos de transição e desconforto, assumindo-se como uma presença qualificada e qualificante, capaz de marcar o lugar onde está; cabe-lhe cultivar a admiração e a gratidão pelo dom recebido, promover a liberdade, a criatividade e a responsabilidade. Há que reaprender a ser sal e fermento!
Cristina Sá Carvalho, do Departamento de Formação e Edições do SNEC, apresentou os “Pressupostos epistemológicos e pedagógicos do desenvolvimento curricular em EMRC, edição de 2014”, e Juan Ambrosio, da UCP, falou das “Finalidades e Domínios de Aprendizagem em EMRC.”
Estas duas intervenções possibilitaram um olhar sobre os princípios orientadores do programa, bem como, a sua dinâmica intrínseca: finalidades, domínios de aprendizagem, metas curriculares, objectivos e conteúdos.
Este encontro teve também em perspectiva a realização do Fórum de EMRC, “ ‘Unidos a Deus, ouvimos um Clamor’ (Evangelii Gaudium, n.ºs 187-192) A Alegria da Missão na Escola”, que acontecerá de 8 a 10 de maio próximo, onde se procederá ao lançamento dos novos manuais da disciplina.
O Encontro proporcionou ainda, em grupos e em plenário, a reflexão e o diálogo acerca de temáticas de interesse comum, como os domínios a privilegiar na formação dos professores e os modos de atuação por parte das equipas diocesanas no seu acompanhamento.
Foi, assim, um tempo de escuta, partilha e sobretudo de comunhão entre todos os presentes, que terminaram estes dias de formação com a convicção de que vale a pena ser professor de EMRC.
Cerca de uma centena de participantes, provenientes das 20 dioceses do país, ouviram na sessão de abertura D. António Moiteiro, bispo de Aveiro e membro da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, falar sobre a importância e missão do professor de EMRC. Referiu que este não pode ter medo da sua identidade cristã e, sobretudo, nunca deve cair na tentação de “descafeinar o anúncio da ressurreição de Cristo. O professor de EMRC é igual a todos os outros, mas nunca pode esquecer a sua identidade própria”.
Num outro momento da formação, o padre Júlio Franklim Couto, na abordagem que fez do tema: “A hermenêutica bíblica numa disciplina confessional”, questionou os presentes sobre o espaço dado à Sagrada Escritura na EMRC e alertou que há que evitar quatro erros: o fabulismo – há que perceber que a Bíblia não é um conto para crianças; o arqueologismo – reduzir a Bíblia a um conjunto de histórias do passado; doutrinalismo – ficar apenas nas fórmulas, de modo a retirar afirmações para confirmar verdades; e finalmente o moralismo – reduzir a Bíblia a um conjunto de histórias edificantes.
As realidades são diferentes consoante as regiões do país, mas a vontade e a alegria de ser professor de EMRC é igual. E, como referiu o padre José Frazão, S.J., na sua intervenção “EMRC, profecia e dom: um jeito de ser Igreja”, os tempos não são fáceis, mas o professor de EMRC tem que enfrentar estes tempos de transição e desconforto, assumindo-se como uma presença qualificada e qualificante, capaz de marcar o lugar onde está; cabe-lhe cultivar a admiração e a gratidão pelo dom recebido, promover a liberdade, a criatividade e a responsabilidade. Há que reaprender a ser sal e fermento!
Cristina Sá Carvalho, do Departamento de Formação e Edições do SNEC, apresentou os “Pressupostos epistemológicos e pedagógicos do desenvolvimento curricular em EMRC, edição de 2014”, e Juan Ambrosio, da UCP, falou das “Finalidades e Domínios de Aprendizagem em EMRC.”
Estas duas intervenções possibilitaram um olhar sobre os princípios orientadores do programa, bem como, a sua dinâmica intrínseca: finalidades, domínios de aprendizagem, metas curriculares, objectivos e conteúdos.
Este encontro teve também em perspectiva a realização do Fórum de EMRC, “ ‘Unidos a Deus, ouvimos um Clamor’ (Evangelii Gaudium, n.ºs 187-192) A Alegria da Missão na Escola”, que acontecerá de 8 a 10 de maio próximo, onde se procederá ao lançamento dos novos manuais da disciplina.
O Encontro proporcionou ainda, em grupos e em plenário, a reflexão e o diálogo acerca de temáticas de interesse comum, como os domínios a privilegiar na formação dos professores e os modos de atuação por parte das equipas diocesanas no seu acompanhamento.
Foi, assim, um tempo de escuta, partilha e sobretudo de comunhão entre todos os presentes, que terminaram estes dias de formação com a convicção de que vale a pena ser professor de EMRC.
Departamento do Ensino Religioso Escolar
Setor da EMRC
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
QUARESMA DE 2015 *** HOJE PRECISO DE FICAR EM TUA CASA
A
Quaresma coloca-nos em busca do melhor da nossa identidade de filhos de
Deus e de irmãos uns dos outros. É tempo de preparação para a Páscoa em
que celebramos a vitória de Cristo sobre a Sua morte e sobre todas as
mortes. Por isso, a Quaresma é tempo de alargar as medidas, capacidades e
horizontes do coração humano para que seja capaz de conter e originar
os mesmos gestos de amor que sempre nascem de Cristo.
O
Papa Francisco convida-nos a viver este tempo como um percurso para a
formação do coração, ouvindo o grito dos profetas que levantam a voz
para nos despertar, para não nos fecharmos em nós próprios nem cairmos
na indiferença para com o irmão, indiferença já globalizada. E exorta a
que as nossas comunidades e paróquias se tornem ilhas de misericórdia no
meio do mar da indiferença, pois, não podemos refugiar-nos num amor
universal, pronto a comprometer-se lá longe, esquecendo o Lázaro sentado
à nossa porta fechada: também por ele Cristo morreu e ressuscitou.
Sendo por natureza missionária, a Igreja é enviada a todos e segue Jesus
Cristo pela estrada que conduz a cada homem, diz-nos o Papa Francisco.
Ora, Jesus Cristo continua a vir ao encontro de cada homem e de cada
mulher oferecendo-se como hóspede e sentando-se à sua mesa, sem
descriminação nem preconceitos, provocando a mudança de vida na alegria
do Evangelho.
Lugar de encontro
Um
dia Jesus entrou em Jericó e atravessava a cidade, como entrou na vida
de cada um de nós e atravessa a nossa existência. Nesse dia, em Jericó,
encontrou um rico cobrador de impostos chamado Zaqueu, homem pequeno,
avarento, solitário, mal-amado do seu próprio povo. Mas, no mesmo homem
de baixa estatura, o olhar de Jesus fez descobrir-se um homem novo,
inquieto com a vida e capaz de coisas grandes, como a conversão, a
reparação e a partilha.
“Hoje
preciso de ficar em tua casa” disse Jesus a Zaqueu (Lc 19, 5). E Zaqueu
acolhe-O com alegria. A hospitalidade de Zaqueu foi despertada e
sustentada pela hospitalidade de Jesus – parou e olhou - manifestada na
gratuidade dos gestos e das palavras. Jesus e aqueles com quem Se
encontra tocam quando são tocados, reparam quando são observados,
escutam quando são escutados, interrogam quando são interrogados. A
hospitalidade foi, por isso, lugar do encontro e da mudança.
Sinal de credibilidade
Numa
sociedade da indiferença, a hospitalidade pode mudar o mundo. De
improviso ou preparada com antecedência, a hospitalidade valoriza a
lógica do dom e antecipa-se, com generosidade e amor, às necessidades do
outro. Desafia ao acolhimento das pessoas e disponibiliza-se para o
caminho feito em comum. Valoriza o que une e torna efetiva a partilha de
bens. Promove a troca de experiências e aprende com todas as situações.
Dá a primazia e prioridade ao outro para que se sinta bem e cuida da
fineza do trato e da fraternidade. Cria proximidade, responsabilidade e
desafia à caridade.
A
hospitalidade é a cultura própria dos que são discípulos de Jesus
Cristo, é uma escola de humanização. Ela torna-se estilo de vida e,
gesto após gesto, transforma-se em cultura de um povo: “O que quiserdes
que os outros vos façam, fazei-los vós de igual modo” (Mt 7, 12). Na
hospitalidade colhemos um sinal de credibilidade para o anúncio do
Evangelho. A concordância das nossas ações, palavras e pensamentos é
reveladora do tesouro que o nosso coração transporta. É muito mais
difícil sentarmo-nos à mesa do pobre do que trazer o pobre à nossa mesa.
Mas sentarmo-nos à mesa do pobre, desinstalarmo-nos e irmos à situação
de vida do outro, é que diz a dimensão verdadeira da nossa
hospitalidade. Foi assim que Jesus fez com Zaqueu e foi isso que colheu a
transformação genuína da vida daquele homem.
A nossa partilha
A
oração como amizade com Deus, o jejum como purificação dos desejos, a
esmola como partilha fraterna são os sinais quaresmais da conversão. E
todos falam de hospitalidade porque não são mínimos legais a cumprir mas
sim convite ao oferecimento do melhor de nós a Deus e aos outros.
Todos
os anos a nossa Diocese faz renúncia quaresmal como exercício de viver
mais de Deus e mais para os irmãos e com os irmãos, dentro e fora das
fronteiras geográficas, superando a indiferença e a dureza do coração.
Nesta Quaresma, para além de continuarmos a ter em conta os nossos
pobres, iremos orientar metade da nossa partilha para apoiar os cristãos
do Iraque e do Médio Oriente que, de um dia para o outro, se viram
obrigados a sair das suas casas e das suas terras, deixando tudo para
trás e ficando à mercê da ajuda internacional. Para além dos massacres e
do sofrimento que estão a viver, os cristãos que conseguem sobreviver à
perseguição, continuam a necessitar de apoio da comunidade
internacional para alimentação, medicamentos e a construção de casas e
escolas nos campos de refugiados, sem esquecer a ajuda às congregações e
seminários para que também consigam sobreviver e permanecer em
território iraquiano.
Na
partilha que fazemos, nas relações que estabelecemos, nas palavras que
dizemos, saibamos exercitar a hospitalidade de Jesus como sinal de que
somos discípulos seus. A hospitalidade exercitada, enquanto fruto
amadurecido do nosso amor e da nossa fé, poderá matar a fome a muitos,
ajudar muitos outros a redescobrirem o sentido da vida e a terem
melhores condições para a viver. E poderá, sobretudo, dar a muitos a
forte e transformadora experiência de receberem Jesus em suas casas com
muita alegria. A nossa hospitalidade cristã e pascal pode transformar o
mundo.
A todos desejamos uma Quaresma abençoada e uma Santa Páscoa.
Antonino Dias
Bispo de Portalegre-Castelo Branco
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