quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

DIA DOS NAMORADOS EM VERDADE E AMOR




 O Dia dos Namorados é dia de alegria e de esperança! Dia para namorar, cantar, sorrir, brindar e sonhar, neste mundo que tantas vezes parece andar amuado consigo próprio. Dia para refletir, agradecer e continuar a projetar a vida num amanhã que se deseja cheio de luz e de prosperidade. É a primavera da vida a florir e a rasgar o futuro, descobrindo a pessoa do outro a quem se mirou e procura conhecer, deixando que esse outro seja ele mesmo, tenha o seu próprio espaço e seja respeitado na sua individualidade.
Nessa descoberta recíproca, nessa intercomunicação mútua, nessa revelação que cada um faz de si mesmo ao outro, se vai descortinando a força que o verdadeiro amor transporta em si e os cuidados que ele reclama.
E como é bom, bonito e saudável sonhar e concretizar um futuro a dois, em busca de uma família bem alicerçada e estável, garante de futuro feliz para marido, esposa e filhos, para a família e a própria sociedade!
Não dizemos nós, com o poeta, “que o sonho comanda a vida, que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança”? Sim, é o sonho que comanda a vida, mesmo quando a vida está preta para o lado de quem sonha e logo faz sentir os picos na concretização do projeto sonhado. De facto, desde o princípio que o ziguezaguear da existência humana a todos interpela e tantas vezes incomoda e aflige. Neste caso, reconhecemos que são muitos os contratempos com que se deparam os namorados, quando pensam casar-se e constituir uma nova família - a sua família! - que desejam plena de harmonia e de paz, de alegria e de felicidade.
A debilidade social, expressa sobretudo na cultura do provisório e numa acelerada derrapagem de valores, afeta e arrasta dificuldades e medos perante as opções fundamentais de vida que pedem compromissos definitivos.
A não empregabilidade ou precariedade no emprego e a inexistência de apoios dificultam, ou não permitem mesmo, a concretização desse projeto, tal como é ou foi idealizado a dois. No entanto, se o namoro for aquilo que deve ser, não deve haver receio de confiar, teimar e arriscar, em fidelidade criativa, dando e recebendo com alegria e humildade.
Para nós, o namoro é também um itinerário de fé, um tempo de graça, um trajeto apoiado na importância do ser humano, no valor da vida e da família, no Amor de Deus fonte de todo o amor e fidelidade, nos gestos pequeninos e pequeninas atenções de cada dia.
A Comissão Episcopal do Laicado e Família saúda com fundada esperança os namorados e, de uma forma especial, todos quantos procuram o sentido e o valor do Matrimónio Cristão e para ele se preparam na exigência da verdade e do amor.  

Comissão Episcopal do Laicado e da Família

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

“Embarcar” | Convívio Fraterno nº 1261 - Portalegre e Castelo Branco




Ainda entre o calor do Natal e a ansiedade pela surpresa do Ano Novo, realizou-se no Seminário do Preciosíssimo Sangue de Proença-a-Nova nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro, o sexagésimo segundo Convívio Fraterno da Diocese de Portalegre – Castelo Branco.
Durante estes três dias de encontro connosco próprios, de estender a mão a Deus e de fazer sorrir os outros, deixámos no porto os nossos medos e inseguranças e embarcámos perante toda a nossa fragilidade para muito mais longe. Arregalámos os olhos quando nos falaram do sentido para a vida, aprendemos a interpretar melhor o valor dos mandamentos numa dinâmica aula de direito, contaram-nos pequenas histórias que nos indicaram o caminho para a felicidade e depois de algumas experiências de laboratório, tivemos a oportunidade de compreender as consequências do pecado. Contudo, percebemos que Cristo liberta-nos sempre desta escuridão quando estendemos a mão ao Seu Pai.
Após um encontro sereno com Deus envolto em momentos de oração e de testemunhos mais arrojados, devolveram-nos a capacidade de sonhar, de voar de querer ir sempre muito mais longe unidos a um só corpo, com uma missão de confiança em Deus e seduzidos por um olhar expresso numa gravura a carvão.
Mas o desafio começou hoje, pois o mundo cá fora não acompanhou a mudança que ocorreu no nosso coração durante estes três dias e ser perseverante neste quarto dia, implica dar um passo de cada vez com firmeza, coragem e humildade.
Este foi um convívio muito especial como há muito não tínhamos, pois contámos com trinta e quatro jovens maduros e audazes, e com uma equipa extraordinária, na qual se revelou uma sensibilidade, amizade e compreensão. E apesar de muitos medos e inseguranças, esta equipa com um coração tão grande, embarcou e percebeu que por vezes não arriscar pode ser um risco muito grande… e é tão bom quando temos pessoas ao nosso lado que arriscam tudo com Deus e nos ajudam a chegar muito mais perto deste amor que Ele nos deixou.
Pela Equipa Coordenadora

Qual é o mistério onde Deus Se esconde?



Aquele Menino, nascido em Belém da Virgem Maria, não veio só para o povo de Israel, representado pelos pastores de Belém, mas para toda a humanidade, representada neste dia pelos Magos, vindos do Oriente. E é precisamente a propósito dos Magos e do seu caminho à procura do Messias que a Igreja nos convida hoje a meditar e a rezar.
Estes Magos, vindos do Oriente, são os primeiros daquela grande procissão de que nos falou o profeta Isaías na primeira Leitura (cf. 60, 1-6): uma procissão que nunca se interrompeu desde então e que, através de todas as épocas, reconhece a mensagem da estrela e encontra o Menino que nos mostra a ternura de Deus. Há sempre novas pessoas que são iluminadas pela luz da sua estrela, que encontram o caminho e chegam até Ele.
Segundo a tradição, os Magos eram homens sábios: estudiosos dos astros, perscrutadores do céu, num contexto cultural com crenças que atribuíam às estrelas explicações e influxos sobre as vicissitudes humanas. Os Magos representam os homens e as mulheres à procura de Deus nas religiões e nas filosofias do mundo inteiro: uma busca que jamais terá fim.
Os Magos indicam-nos o caminho por onde seguir na nossa vida. Eles procuravam a verdadeira Luz: «Lumen requirunt lumine – diz um hino litúrgico da Epifania, aludindo precisamente à experiência dos Magos – seguindo uma luz, eles buscam a luz». Andavam à procura de Deus. Tendo visto o sinal da estrela, interpretaram-no e puseram-se a caminho, fazendo uma longa viagem.
Foi o Espírito Santo que os chamou e impeliu a pôr-se a caminho; e, neste caminho, terá lugar também o seu encontro pessoal com o verdadeiro Deus.
No seu caminho, os Magos encontram muitas dificuldades. Quando chegam a Jerusalém, vão ao palácio do rei, porque consideram óbvio que o novo rei nasceria no palácio real. Lá perdem de vista a estrela – quantas vezes se perde a vista da estrela – e embatem numa tentação, posta lá pelo diabo: é o engano de Herodes. O rei Herodes mostra interesse pelo Menino, não para O adorar, mas para O eliminar. Herodes é homem do poder, que consegue ver no outro apenas o rival. E, no fundo, considera Deus também como um rival, antes, como o rival mais perigoso. No palácio de Herodes, os Magos atravessam um momento de escuridão, de desolação, que conseguem superar graças às sugestões do Espírito Santo, que fala através das profecias da Sagrada Escritura. Estas indicam que o Messias nascerá em Belém, a cidade de Davi.
Então eles retomam a viagem e de novo veem a estrela: o evangelista observa que sentiram «imensa alegria» (Mt 2, 10), uma verdadeira consolação. Tendo chegado a Belém, encontraram «o menino com Maria, sua mãe» (Mt 2, 11). Depois da tentação em Jerusalém, apareceu aqui a segunda grande tentação: rejeitar esta pequenez. Mas não o fizeram; em vez disso, «prostrando-se, adoraram-No», oferecendo-Lhe seus preciosos e simbólicos dons. É sempre a graça do Espírito Santo que os ajuda: aquela graça que, por meio da estrela, os chamara e guiara ao longo do caminho, agora fá-los entrar no mistério. Aquela estrela que acompanhou no caminho os faz entrar no mistério. Guiados pelo Espírito, chegam a reconhecer que os critérios de Deus são muito diferentes dos critérios dos homens, já que Deus não Se manifesta no poder deste mundo, mas vem até nós na humildade do seu amor. Assim os Magos são modelo de conversão à verdadeira fé, porque acreditaram mais na bondade de Deus do que no brilho aparente do poder.
Deste modo, podemos interrogar-nos: Qual é o mistério onde Deus Se esconde? Onde posso encontrá-Lo? Ao nosso redor, vemos guerras, exploração de crianças, torturas, tráficos de armas, comércio de pessoas… Em todas estas realidades, em todos estes irmãos e irmãs mais pequeninos que sofrem por tais situações, está Jesus (cf. Mt 25, 40.45). O presépio propõe-nos um caminho diferente do sonhado pela mentalidade mundana: é o caminho do abaixamento de Deus, a sua glória escondida na manjedoura de Belém, na cruz do Calvário, no irmão e na irmã que sofre.
Os Magos entraram no mistério. Passaram dos cálculos humanos ao mistério: esta foi a sua conversão. E a nossa? Peçamos ao Senhor que nos conceda fazer o mesmo caminho de conversão vivido pelos Magos. Que nos defenda e livre das tentações que escondem a estrela. Que sintamos sempre a inquietação de nos interrogarmos «onde está a estrela», quando a perdermos de vista no meio dos enganos do mundo. Que aprendamos a conhecer de forma sempre nova o mistério de Deus, que não nos escandalizemos do «sinal», da indicação «um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12), e que tenhamos a humildade de pedir à Mãe, à nossa Mãe, que no-Lo mostre. Que encontremos a coragem de nos libertar das nossas ilusões, das nossas presunções, das nossas «luzes», e que busquemos tal coragem na humildade da fé e possamos encontrar a Luz, Lumen, como fizeram os santos Magos. Que possamos entrar no mistério. Assim seja. Amém. 

 Homilia do Papa Francisco na Solenidade da Epifania. Encontrar Jesus nos pequeninos que sofrem exploração, torturas, tráficos de armas, comércio de pessoas

sábado, 15 de novembro de 2014

Vº Encontro Nacional do Secundário já em movimento



"(Des)Abrigo-me ConTigo" é o tema do V Encontro Nacional do Ensino Secundário (ENES) para alunos de EMRC de todo o país.
O encontro vai realizar-se em Leiria, nos dias 10 e 11 de abril de 2015, conforme carta enviada recentemente a todos os diretores diocesanos responsáveis pela EMRC e através destes a todos os docentes da nossa disciplina.
Neste momento a equipa nacional de professores está a preparar o encontro "à luz da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, onde o Papa denuncia a tendência de isolamento que a sociedade atual proporciona e convida os católicos a uma renovada experiência de encontro com Cristo. Desafia a Igreja a viver a fidelidade à sua própria vocação de ser luz e misericórdia para todos", lê-se na carta.
Para este encontro, que se pretende "comprometedor e significativo na vida dos alunos do Secundário" o Departamento do Ensino Religioso Escolar (DERE) conta com cerca de 800 lugares disponíveis (professores e alunos de EMRC).
Fernando Moita, coordenador do DERE, lembra a necessidade de formarmos "os nossos alunos do secundário para a dinâmica do serviço e da partilha" e estão já a ser preparadas "um conjunto de ações, reflexões e atividades" que vão de encontro com o pedido do Papa Francisco de irmos "até às periferias existenciais".
Dentro em breve o DERE vai disponibilizar a ficha de inscrição por agrupamento escolar e o programa completo da atividade.

Para além do V ENES o DERE anuncia já a realização da Semana Nacional da disciplina de EMRC, de 16 a 20 de março de 2015, do Fórum EMRC 2015, subordinado ao tema " Unidos a Deus, ouvimos um clamor - A alegria da missão na Escola", destinado a todos os docentes de EMRC e que Fátima recebe de 8 a 10 de maio de 2015. Neste Fórum, para além de conferências, vão ser apresentados os novos manuais. Será também uma ação de formação, em parceria com a Faculdade de Teologia da UCP, que concederá 1,5 créditos.
Ainda em maio, a EMRC volta a Fátima, com os alunos do 1º ciclo de todo o país para nova edição do Interescolas do 1º Ciclo sob o tema: "A Alegria do Encontro", com data marcada para 29 de maio de 2015.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ano da Vida Consagrada

Uma saudação amiga.
O Santo Padre, o Papa Francisco, convidou toda a Igreja a viver um “Ano da Vida Consagrada”. Terá início no pf dia 30 de novembro, primeiro Domingo do Advento, e estender-se-á até ao dia 2 de fevereiro de 2016.
Partindo do Magistério do Papa Francisco, “Alegrai-vos” é o título da Carta Circular que a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica dedica a todos os consagrados e consagradas e, mais amplamente, a toda a Igreja. À partida este ano tem três grandes objectivos: Fazer memória agradecida do passado; abraçar o futuro com esperança; viver o presente com paixão. É, por isso, um tempo rico e adequado para fazermos memória e alimentarmos a esperança como dimensão profética e própria da vida cristã.
E é o próprio Papa Francisco quem, ajudando, levanta algumas interrogações que, seguramente, ajudarão a viver este ano: Há alegria! Mas, onde nasce a alegria? […]  Deus espera por ti, procura-te: o que lhe respondes? […] Como posso ser livre? […] Queremos  jovens  coerentes?  Sejamos nós  coerentes!  […]  Por  assim  dizer, « acomodei-me » na minha vida cristã, na minha vida sacerdotal, na minha vida religiosa, e até na minha vida de comunidade, ou conservo a força da inquietação por Deus, pela sua Palavra, que me leva a « sair » e ir rumo aos outros? (Carta Alegrai-vos, nº 12).
A nossa Diocese, a conjugar esforços com os Sacerdotes, sempre contou com a vocação e o trabalho dos Consagrados e Consagradas. Quantas vidas, quantas situações, quantos trabalhos não teriam nascido ou teriam morrido precocemente se não tivesse sido o trabalho  apaixonado, a maior parte das vezes extremamente discreto, dos Consagrados e Consagradas?!
O próximo ano será, pois, um tempo para rezar, reflectir, pensar, recuperar … propor a Vida Consagrada! Será um ano para, conjuntamente, a celebrarmos com dom de Deus à sua Igreja!
Venho, neste sentido, pedir a colaboração de todos os Sacerdotes e de todos os Consagrados e Consagradas para os seguintes aspectos: o anúncio e valorização deste “Ano da Vida Consagrada” nas nossas Comunidades; a valorização comunitária do dia 30 de novembro como início do “Ano da Vida Consagrada”; a promoção (em Comunidade e/ou em articulação com o Secretariado das Vocações e/ou com as Comunidades Religiosas e de Vida Consagrada) de encontros e actividades que possam sublinhar e revelar o essencial desta vocação na Igreja; a oração (preces na Oração Universal, Vigílias de Oração, celebração dos Jubileus) pela Vida Consagrada; a visita aos Mosteiros ou Casas Religiosas da nossa Diocese; a promoção do conhecimento e do contacto com os diversos carismas de Vida Consagrada; a organização de “um dia com” as Comunidades … !
«Ao chamar-vos, Deus diz-vos: “És importante para mim, Eu amo-te; conto contigo”. Jesus diz isto a cada um de nós! Daqui nasce a alegria! A alegria do momento no qual Jesus olhou para mim. Compreender e sentir isto é o segredo da nossa alegria. Sentir-se amado por Deus, sentir que, para Ele, nós não somos números, mas pessoas; e sentir que é Ele que nos chama» (Carta Alegrai-vos, nº 4).
Onde existe missão existe, também e sempre, vocação. E o nosso campo de trabalho é vasto. Deus chama.
 Na alegria do serviço em Igreja 
Seminário de Portalegre, 13 de novembro de 2014

Emanuel Matos Silva, p.