segunda-feira, 10 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
Encontro de docentes de EMRC de Portalegre-Castelo Branco
“A
fé não é um curso, um discurso, mas um percurso.”
Decorreu
no dia 8 de Março, na Casa Diocesana Mem Soares, um Encontro de Docentes de
Educação Moral e Religiosa Católica, da Diocese de Portalegre-Castelo Branco. O
Encontro foi orientado pelo Sr. Bispo D. Antonino. Depois dos cumprimentos, ao
sabor do bonito sol com que fomos presenteados, teve início às 10 horas a oração
da manhã. De seguida, D. Antonino, deu início à reflexão centrada na família,
nas mudanças que se têm operado na sociedade e que afetam direta ou indiretamente
a célula familiar. Chamou a atenção para a Carta Pastoral difundida pela Conferência
Episcopal Portuguesa a propósito de ideologia do género, “uma verdadeira
revolução antropológica”, cada vez mais difundida mas que leva a erros de
interpretação e nem todas as pessoas disso se apercebem. Trata-se de um
movimento cultural que tem sérios reflexos na compreensão da família, na esfera
política e legislativa. Desafiou os docentes e ler o documento e a prepararem-se
para elucidar os seus alunos tanto nesta, como noutras matérias. Reforçou ainda
o facto de esta ideologia do Género ir contra a visão bíblica e cristã da
pessoa e da sexualidade humanas.
Dirigiu-se
depois diretamente aos professores dizendo: “Sois professores de EMRC e estais
nas escolas em nome da Igreja, num tempo com muitos modos de pensar, agir,
sentir. É neste campo que o professor de EMRC tem que exercer a sua Missão, é
aqui que tem de propor a fé”. Salientou a necessidade de tomarmos consciência que
a fé não é algo que se impõe, mas que se propõe. “Isto implica mudança de
atitude, de presença, de linguagem e de convicções. Não é fácil, mas é uma meta
a apontar, um caminho que precisamos trilhar”. Insistiu bastante nesta ideia,
da proposta de fé, para que cada um possa depois fazer as suas escolhas em
total liberdade.
Voltou
ao tema da família para demonstrar como as mudanças sociais também levaram a
mudanças na família. Há alguns anos atrás, esta era a transmissora dessa fé,
hoje, muitos dos nossos alunos, têm um primeiro contacto com a fé nas aulas de
EMRC ou na catequese, por isso a responsabilidade é grande. É preciso ter
ideias claras e não partir de pressupostos. “Os alunos têm que encontrar no
professor de EMRC o apoio perante as dificuldades que enfrentam, precisam
sentir que não estão sós, que não são abandonados. Por isso o professor tem que
propor valores sólidos a partir de metas alcançáveis”, referiu D. Antonino.
Falou
depois de uma característica que é fundamental nos cristãos e claro ainda mais
num professor de EMRC, a alegria. “Devemos evangelizar com alegria”. Na
primeira exortação apostólica do Papa Francisco, “Evangelii Gaudium”, A Alegria
do Evangelho, o Papa, logo na introdução diz-nos: “Quero, com esta exortação,
dirigir-me aos fiéis cristãos a fim de os convidar para uma nova etapa
evangelizadora marcada por esta alegria e indicar caminhos para o percurso da
Igreja nos próximos anos”. Foi a partir deste desafio do Papa que também D.
Antonino lançou o mesmo desafio aos professores, socorrendo-se das palavras do
Papa Bento XVI “a fé não é um peso, mas uma fonte de alegria”.
Por
isso, a aposta vai no sentido de levar os outros “a fascinarem-se com Deus. É
preciso educar para a beleza e com beleza”, disse D. Antonino. Nos tempos
conturbados e de mudança a que assistimos é preciso propor a fé com beleza e
encanto, com a alegria de ser cristãos. Lembrou que nós não somos o centro do
anúncio, temos que ser o reflexo daquilo e daquele que propomos. Só conseguimos
isso, disse D. Antonino se estivermos bem enraizados com as razões da nossa fé.
A mensagem passa pelo testemunho, “temos que viver o que anunciamos”. E foi com
esta mensagem de alegria, de radicalidade no anúncio do Evangelho que D.
Antonino terminou a sua comunicação.
Seguiu-se
a Eucaristia, cuja reflexão neste 1º Sábado da Quaresma, levou a
interiorizarmos a necessidade de ultrapassarmos a indiferença que percorre a
nossa sociedade. “O homem precisa da Palavra de Deus” disse D. Antonino. Apelou
à conversão e mudança de vida. Não nos ficarmos por mais uma Quaresma, mas que
algo de novo possa acontecer.
Às 13 horas aconteceu o almoço e na parte da tarde um tempo para algumas
informações, nomeadamente de preparação dos encontros do 9º ano e Secundário em
Alter do Chão, no dia 1 de Abril, do IVº encontro Nacional do Secundário em
Braga nos dias 23 e 24 de Abril, do XIVº Interescolas do 1º Ciclo em Fátima no
dia 23 de Maio, assim como de outras informações pertinentes de modo a superar
os novos desafios que se avizinham, no caso especifico dos concursos abertos em 2014 para seleção e
recrutamento de docentes de EMRC, e também dos concursos de contratação de
escola que abrirem no próximo ano letivo de 2014-2015, nos estabelecimentos de
ensino situados na área geográfica desta Diocese de Portalegre-Castelo Branco.
Conceição Cardoso
terça-feira, 4 de março de 2014
Fizemos Caminho…!
Foi nos dias 1, 2 e 3 de março, que
os alunos
do 9º ano de Educação Moral e Religiosa Católica
do 9º ano de Educação Moral e Religiosa Católica
do Agrupamento de Escolas da Sertã,
partiram
em peregrinação rumo Santiago de Compostela.
em peregrinação rumo Santiago de Compostela.
Fizeram-se ao caminho, certos de
que nunca estariam sozinhos, antes sempre acompanhados: por aqueles que ficaram
em casa a torcer para que tudo corresse bem, pelos amigos de sempre, pelos
novos amigos, pelos professores, por Deus… e por um novo amigo, muito especial,
cheio de lições para ensinar! O Peixe, personagem principal da história “Peixe
e o Mar” de Nuno Tovar de Lemos sj, que serviu como tema base desta
peregrinação, preferia viver à superfície do mar, sem riscos, em vez de ir mais
fundo, conhecer o mar verdadeiramente e apreciar e usufruir de toda a beleza
que ele oferece. Com o tempo, acabamos por perceber que este peixe e a sua
história nos são bastante familiares: ela reflete muito daquilo que é a nossa
relação com Deus, às vezes à superficie, com medo de nos conhecermos mais
intimamente, de O conhecermos mais intimamente e de nos deixarmos levar por
Ele.
Por isso, durante estes dias,
alunos e professores foram convidados a caminhar e a deixar-se levar… numa
atitude de confiança, entrega e disponibilidade para conhecer um pouco mais de
si mesmos e de Deus, uma vez que caminhar não é só trilhar caminhos, mas também
atrever-se a trilhá-los interiormente, com a vida e o coração.
E que bom que foi poder
acompanhar estes jovens na sua caminhada de aprofundamento desta relação com
Ele! Nesta caminhada, ser professor ganhou mais sentido: foi muito gratificante
viver e proporcionar esta experiência de Deus a estes jovens e testemunhar
neles uma sede imensa de viver o silêncio, de criar relação com Deus, de se
poderem encontrar com eles próprios e com os que os rodeiam!
Foi ainda um privilégio poder partilhar
esta aventura com a comunidade de pioneiros do Agrupamento de escuteiros 624 de
Cebolais de Cima. A troca de experiências, saberes e vivências e a alegria
sempre constante contribuiram para que esta experiência se tornasse ainda mais
especial.
O ambiente de serviço e
cooperação entre todos foi essencial, pois sempre é verdade o que se diz: “A
união faz a força”. Por isso, não seria possível proporcionar todas estas
vivências sem a colaboração incansável das professoras de Espanhol que
acompanharam o grupo, bem como a dos outros docentes e dos chefes da Comunidade
de Pioneiros, sempre disponíveis.
Seria impossível não chegarmos ao
fim desta peregrinação profundamente agradecidos por tanta riqueza, tanto bem
recebido! Pelo convívio e brincadeira; pela partilha e entre-ajuda; pelo
silêncio e oração; pelos sorrisos e olhares cheios de sentido, cheios de Deus!
No caminho, um peregrino que
passava de bicicleta desejou-nos “¡Buen Camiño!”
E não é que foi mais do que bom?!
Afinal de contas... Fizemos caminho!
Professor Manuel
António
sábado, 1 de março de 2014
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