sábado, 11 de janeiro de 2014

IX Jornadas Diocesanas da Família na Sertã



Integrado no Plano de Atividades para 2013/14 da Diocese de Portalegre - Castelo Branco, irão realizar-se, no dia 25 de Janeiro de 2013, na Casa de Espetáculos e Cultura da Sertã, as 9as Jornadas Diocesanas da Família.
Têm como tema central "A Família em tempos de mudança", o qual será apresentado pelo Drº José Eduardo Borges de Pinho, professor catedrático da Universidade Católica Portuguesa, jornalista e membro da Comissão da Liberdade Religiosa.
Estas Jornadas são de grande importância já que neste terceiro ano de Sínodo Diocesano, a Diocese está a refletir sobre a família, tendo presente as suas angústias e tristezas, as suas alegrias e esperanças.
O Secretariado Diocesano da Pastoral da Família, apela a todos, famílias e grupos sinodais, a participarem nestas Jornadas, pois a Pastoral Familiar não nos pode deixar indiferentes, devendo comprometer na sua reflexão, o maior número possível de pessoas.
Do programa para alem da conferência já referida, consta um almoço partilhado, onde a organização oferecerá uma sopa e uma fruta, um momento musical pelo Coro Infantil da Paróquia da Sertã, um painel de testemunhos e a celebração da Eucaristia presidida pelo nosso Bispo D. Antonino.
As crianças também não foram esquecidas, estando preparado para elas atividades organizadas pelos Escuteiros.
O programa completo está assim elaborado:

 9.00h – Acolhimento
10.00h – Abertura das 9as Jornadas Diocesanas da Família
10.30h – Conferência “A Família em Tempos de Mudança”
               (Dr. José Eduardo Borges de Pinho)
11.30h – Pausa
11.45h – Debate sobre o tema
12.30h – Almoço partilhado
14.00h - Momento musical com “Coro Infantil da Paróquia da Sertã”
14.30h - Painel subordinado ao tema:
             “A Família Cristã da Atualidade”
17.00h - Eucaristia no local.
 
Contamos com a sua presença e solicitamos a divulgação das Jornadas nas paróquias e pelos familiares e amigos.

2ª Sessão da 2ª Assembleia Sinodal


 

No passado dia 11 de janeiro de 2014, realizou-se a 2ª sessão da 2ª Assembleia Sinodal, no Seminário de Alcains, devido às obras de remodelação do Seminário de Portalegre.
Pelas 9h45, os participantes na Assembleia reuniram-se na Capela para a oração.
O Senhor Bispo, D. Antonino Dias, no momento próprio, motivava a assembleia a colaborar e a não ficar inativa porque a “vida deve ser ativa e fecunda”, recordando que “se a construção da santidade exige um esforço pessoal de colaboração com a Graça de Deus, ela, na verdade, não se constrói sem o compromisso de evangelizar” e por isso o anúncio do Evangelho deve ser feito “não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria” (EG14).
Após a oração, houve tempo para finalizar o trabalho de grupos sobre as propostas a refletir sobre a temática do 2º ano do Sínodo: “Fé, Evangelização e Vocações na Igreja”.
Findo o trabalho de grupos, toda a Assembleia se reuniu para a votação das propostas que, com um intervalo para o almoço, ficou concluída pelas 15h30.
Seguiu-se um breve diálogo e a Assembleia Sinodal terminou com a celebração da Eucaristia.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Encerramento do Ano da Fé em Portalegre




 
No passado dia 24 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, todos os caminhos conduziram milhares de pessoas na direção de Portalegre para o encerramento do Ano da Fé, a nível diocesano.
Com feliz animação na Praça da República, pelo Arcipreste de Ponte de Sor, e a distribuição, pelos escuteiros, de uma pequena vela e do Símbolo dos Apóstolos a todas as pessoas que iam chegando, começou este grande encontro-festa, a Festa da Fé. O Vigário Geral da Diocese, antes de se partir em direção à Sé Catedral, fez um pouco de história sobre a vivência do Ano da Fé a nível diocesano, desde que foi iniciado em Cernache do Bonjardim, em novembro de 2012. Muitos foram os gestos e símbolos visíveis da Fé nas comunidades e famílias, marcando o sentido da unidade da Igreja Diocesana e a comunhão com a Igreja Universal. Terminou a sua alocução, referindo que “Hoje, com o nosso bispo e toda a Diocese, queremos concluir este caminho, pessoal e comunitário que fizemos neste Ano da Fé”.
 
 
O Bispo Diocesano, depois da bênção das velas, deu início à caminhada para a Sé Catedral. À abrir o cortejo, iam a “Barca da Fé”, os Círios arciprestais que percorreram as paróquias durante o Ano da Fé, o Prelado, os Arciprestes, todos os presbíteros e diáconos, os consagrados e uma multidão infindável de leigos que a grande catedral não conseguiu albergar a todos. Muita gente teve de ficar no interior dos claustros da Sé ou no exterior, acompanhando e vivendo a celebração através de um circuito interno de televisão.
Depois de todos se acomodarem, o Presidente da Assembleia, entoou o “Glória” que os acólitos foram acompanhando com o toque de campainhas.
D. Antonino Dias, ao dirigir a palavra, começou por manifestar a sua alegria pela presença de tão numerosa assembleia, afirmando: “É com alegria que recebemos a todos vós, caríssimos diocesanos, nesta Igreja Mãe da Diocese. Em comunhão com toda a Igreja, depois de uma caminhada segundo as diretrizes do Ano da Fé, encerramos hoje esse tempo de graça, na esperança de que continuaremos a abrir a “Porta da Fé” em busca de caminhos novos e novos desafios.”
E porque era um dia de festa e de alegria, o Senhor Bispo, pegando nas palavras do Papa Francisco, dizia: “Deus convidou-nos para a festa, não foi um convite «para dar um passeio» mas «para uma festa; para a alegria:  alegria de ser salvo,  alegria de ser redimido», a alegria de partilhar a vida com Jesus. O elemento principal da festa é exatamente a «reunião», a “reunião de pessoas que falam, riem, festejam, são felizes” porque estão «com os outros, em família, com os amigos». Ser cristão implica esta alegria de o ser, implica ter esta consciência de «pertença. Pertencemos a este corpo», feito de «pessoas que foram convidadas para a festa»; uma festa que «nos une a todos», que “cria comunidade” e nos torna “disponíveis para o que o Senhor nos pede” sem pedirmos exceções. A festa significa «entrar no povo de Deus que caminha rumo à eternidade» e no qual «ninguém é protagonista», porque «temos Alguém que fez tudo» e só Ele pode ser “o protagonista”: Cristo Senhor, o Rei do Universo pelo qual o mundo existe e é salvo”.
Falou da fé como “a fé una” e como “um bem para todos: um bem comum que ajuda a construir a sociedade pelo caminho da esperança; um bem que ilumina e fortalece a família no matrimónio, constrói convivência humana sadia e gera a fraternidade universal no respeito pela dignidade de cada pessoa; um bem que nos faz olhar com maior respeito para a natureza como obra da bondade e do amor de Deus Criador; um bem que nos dá a força consoladora no sofrimento e é fonte de esperança no quotidiano da vida …”. A terminar, fez um apelo aos pais, os primeiros educadores na fé, a melhor herança que podem deixar aos seus filhos: “Não vos demitais deste dever para que os vossos filhos possam ser construtores de um mundo melhor e possam ser portadores da alegria da salvação, da alegria que o Senhor nos veio trazer. E que eles possam também, na escola do vosso lar, ser formados para, mais tarde, constituírem uma família que seja verdadeira comunidade de vida e de amor, enriquecida com a graça do Sacramento do Matrimónio e dinamizada por uma fé adulta, forte e esclarecida que encontra na intimidade com Cristo a força para discernir e agir. Não esqueçais: os filhos respiram e assimilam o que vivem no ambiente familiar…”

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Catequese do Papa Francisco - Educris TV Online

Catequese do Papa Francisco - Educris TV Online

A tentação de fugir de Deus



O Papa Francisco convida a seguir o exemplo do Bom Samaritano do Evangelho e "deixar que Deus escreva a própria vida"
Às vezes, pode acontecer que mesmo um cristão, um católico fuja de Deus, enquanto que um pecador, considerado distante de Deus, escute a voz do Senhor.
A homilia do Pontífice foi inspirada na primeira leitura da liturgia de hoje, que recorda a história de Jonas, que "foge" depois de ter recebido o chamamento de Deus para pregar contra Nínive. Jonas reza, louva e serve a Deus, faz o bem, ainda quando o Senhor o chama, “pega um navio para a Espanha. Fugia do Senhor”, porque “não queria ser incomodado”.
Este ato de "fugir de Deus", é uma tentação que todos nós, cristãos ou não, enfrentamos todos os dias. É possível fugir de Deus, ainda sendo cristão, sendo católico, sendo da Ação Católica, sendo sacerdote, bispo, Papa... Todos podemos fugir de Deus! É uma tentação diária.
Com tal de “não escutar a Deus, não escutar a sua voz, não sentir no coração a sua proposta, o seu convite” estamos dispostos a distanciar-nos Dele, e as modalidades são infinitas. “Pode fugir-se diretamente” ou encontram-se outros modos “um pouco mais educados, um pouco mais sofisticados”.
Um exemplo é o Evangelho de hoje, em que Cristo, contando a parábola do Bom Samaritano, fala de um sacerdote que vê um homem espancado e ferido na rua e passa adiante. “Foge” portanto de Deus. “Aí está esse homem meio morto, jogado no chão da estrada, e por acaso um sacerdote descia por aquela mesma estrada – um digno sacerdote, de batina, bom, muito bom! – Viu e olhou: ‘Chego tarde à Missa’, e foi embora. Não ouviu a voz de Deus, ali”.
Do mesmo modo um levita, passando vê o homem e pensa: “Se eu o pegar ou se me aproximar, talvez amanhã estarei morto, e amanhã terei que ir ao juiz para dar testemunho...”. Portanto, segue adiante e também ele “foge desta voz de Deus”.
Finalmente passa um Samaritano, “alguém que normalmente fugia de Deus, um pecador”, e talvez por isso o único que “tem a capacidade de compreender a voz de Deus”. O samaritano, de fato, “não estava acostumado às práticas religiosas, à vida moral, até teologicamente estava errado”,  porque os samaritanos “acreditavam que Deus deveria ser adorado noutro lugar e não onde queria o Senhor”. " No entanto, ele "percebeu que Deus o chamava, e não fugiu", mas "aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas colocando óleo e vinho, depois colocou-o sobre a própria montada”. Como se não fosse suficiente “levou-o a uma estalagem e tomou conta dele”. “Perdeu toda a tarde”.
Mas como explica tudo isso? "Por que Jonas fugiu de Deus? Por que o sacerdote fugiu de Deus? Por que o levita fugiu de Deus?" “Porque tinham o coração fechado e quando a pessoa tem o coração fechado, não pode escutar a voz de Deus”. Pelo contrário, o samaritano “tinha o coração aberto, era humano, e a humanidade aproximou-o”.
O problema, além do mais é que Jonas, assim como o sacerdote e o levita, “tinha um projeto para a sua vida: ele queria escrever a própria história”, tinha “um projeto de trabalho”. Pelo contrário, o samaritano pecador “deixou que Deus escrevesse a sua vida: mudou tudo, aquela tarde, porque o Senhor aproximou dele a pessoa desse pobre homem, ferido, gravemente enfermo, jogado no caminho”.
Deixamos Deus escrever a nossa vida, ou queremos escrevê-la nós? Somos dóceis à Palavra de Deus? Tens a capacidade de escutá-la, de senti-la? Tens a capacidade de encontrar a Palavra de Deus na história de cada dia, ou as tuas ideias são as que te guiam, e não deixas que a surpresa do Senhor te fale?”
Tenho certeza de que todos nós vemos que o samaritano, o pecador, não fugiu de Deus. A sua esperança é portanto que o Senhor “nos conceda sentir a Sua voz, que nos diz: Vai e faz a mesma coisa".