domingo, 3 de março de 2013

Encontro Diocesano de Alunos de EMRC do 9º Ano e Ensino Secundário







Sertã – 12 de Março de 2013

ENCONTRO MUITAS RAZÕES DE CRER e CONVIVER
Proclamado pelo Papa Bento XVI, o Ano da Fé convida a todos a um aprofundamento e a um testemunho vivo e alegre da fé, segundo as circunstâncias em que ele é chamado a acontecer.
A proposta que apresentamos para este 3º Encontro a nível Diocesano e 15º Encontro da Zona do Pinhal, de alunos de EMRC do 9º ano e Secundário, prende-se com o fato de apresentar testemunhos vivos sobre a vivência da fé hoje. Faremos uma caminhada juntos até ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios onde procuraremos uma partilha de amizades e de sentido para a vida na alegria e no convívio entre todos os presentes.
A equipa de EMRC da Zona do Pinhal – Sertã

PROGRAMA PREVISTO PARA O DIA DO ALUNO DE EMRC:
SERTÃ *** 12/03/2013

9.45 - 10.00h - Chegada dos autocarros em frente da Casa da Cultura da Sertã (deixam os alunos e seguem para o Santuário de Srª dos Remédios) – Alameda da Carvalha
·         Acolhimento e saudação dos alunos e respetivas Escolas. 4 grupos.

10.25 – Início dos Workshops – “Testemunhos sobre a vivência da fé hoje
·         Casa da Cultura – Dr. João Miguel Tavares (jornalista)
·         Ginásio da Escola Secundária – Dr. Paulo Brito (Profº Universitário)
·         Gimnodesportivo – “Taizé, uma razão para crer”
·         Casa do Escuteiro – (F.I.S.F.A) São Francisco de Assis e Irmãs Oblatas de Beja.

11h15mMudança de local e de Worshops

12.30h - Inicio da caminhada até ao Santuário de Nossa Srª dos Remédios, onde estarão os autocarros
13.00h Almoço Picnic se possivel partilhado (Santuário de NSRemédios)
13.30h – Música pelas Bandas do 11º A e 12º C do Agrupamento de Escolas da Sertã.
14.00h Participação das Escolas: (Dança - João Roiz de C. Branco; Moviritmo – Constância; Dança – Sertã; 3 Canções de Abrantes; Grupo de Oleiros; Canção com Paloma – Sertã (...)
15.15h Fraternidade dos Irmãozinhos de São Francisco de Assis e das Irmãs Oblatas
15.30h Palavra do Srº Presidente da CMS / Palavra do Srº Bispo ... outras ...
16.00h – Saudações finais e regresso a casa …          
Para melhor organizar o dia, nomeadamente nos Workshops, solicitamos a inscrição das escolas com o nº de alunos e professores acompanhantes.

sábado, 2 de março de 2013

Ação de Formação para professores de EMRC






 




Decorreu no fim da tarde e noite de ontem, sexta-feira e todo o dia de hoje a formação de professores de Educação Moral e Religiosa Católica da diocese de Portalegre e Castelo Branco. Promovida pelo Secretariado diocesano da disciplina, em colaboração com o Centro de Formação AltoTejo. De acordo com o Diácono Manuel Esteves, responsável diocesano deste secretariado, o principal objetivo “é formar os professores”, nomeadamente centrar-se na metodologia, estratégias e materiais utilizados no 1º ciclo. Esta ação creditada irá continuar nos próximos fins de semana, dias oito, nove e dezasseis de março, sob a orientação dos formadores João Cardoso, de Lamego, Maria do Sameiro Morais, de Braga e Filipe Tavares, de Aveiro.
Estão inscritos e participaram mais de duas dezenas de professores de toda a diocese de Portalegre e Castelo Branco que consideraram a mesma como sendo muito importante não só pela parte teórica que é sempre fundamental neste tipo de formações, mas essencialmente pela sua componente mais prática sobre os materiais que podem desenvolver.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

DEZ PRECES PARA A QUARESMA, INSPIRADAS NA MENSAGEM DE BENTO XVI


1. Senhor, reacendei em nós, o dom da fé, que nos leva à descoberta do vosso amor por nós…
    e ateai em nós o fogo da caridade, que nos leva a amar-Vos nos irmãos!
2. Senhor, reacendei em nós, o esplendor da fé, que nos faz conhecer a vossa Verdade,
    e aderir a ela …e ateai em nós o fogo da caridade, para caminharmos na Verdade!
3. Senhor, reacendei em nós o ardor da fé, para entrarmos na amizade convosco…
    e ateai em nós o fogo da caridade, para a vivermos e cultivarmos intensamente!
4. Senhor, reacendei em nós, a força da fé, para acolher o vosso mandamento novo…
    e ateai em nós o fogo da caridade, para sermos felizes ao pô-lo em prática!
5. Senhor, reacendei em nós a graça da fé, que nos gera como filhos de Deus…
   e ateai em nós o fogo da caridade, que nos faz permanecer na filiação divina!
6. Senhor, acendei em nós a luz da fé, que nos faz reconhecer todos os vossos dons …
    e ateai em nós o fogo da caridade, que os faz frutificar, em toda a parte!
7. Senhor, reacendei em nós a chama da fé no vosso amor divino…
    e ateai em nós o fogo da caridade, suscitada pela mesma fé.
8. Senhor, reacendei em nós o vigor da fé, alimentada na oração…
    e ateai em nós o fogo da caridade, que nos fortaleça, no serviço aos irmãos.
9. Senhor, aprofundai em nós, as raízes da fé…
    e ateai em nós a seiva da caridade, que produz fruto de boas obras.
10. Senhor, reacendei as velas da nossa fé, na escuta da vossa Palavra…
     e ateai em nós o fogo da caridade, que nos move a anunciá-la aos outros!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

VIVER A QUARESMA EM ANO DA FÉ E EM CAMINHADA SINODAL


O Santo Padre, neste Ano da Fé e baseando-se na primeira Carta de S. João (4, 16), intitulou a sua mensagem para a Quaresma com o mote: “Crer na caridade suscita a caridade”.
Sendo um dom gratuito de Deus, a fé é um ato livre, pessoal e autenticamente humano, em que a inteligência e a vontade humanas cooperam com a graça divina. Esta fé não nos engana porque se funda na própria Palavra de Deus. Faz com que a pessoa compreenda melhor Aquele em Quem acreditou e conheça mais e melhor a grandeza e a majestade de Deus. Pela fé, cada crente vive em contínua ação de graças e conhece, de forma diferente, a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens. É pela fé, fé que não vai contra a razão nem se impõe pela força, que o homem toma consciência da sua dignidade, valoriza a sua própria vida como Dom de Deus para si e como dom de si para os outros, aprende a ter confiança em Deus em todas as circunstâncias e a fazer bom uso das coisas criadas que sabe respeitar, agradecer, promover, multiplicar e partilhar. Sendo um ato “soberanamente pessoal”, a fé é, ao mesmo tempo, um ato “plenamente eclesial”. Conforme refere o Catecismo da Igreja Católica que estou a seguir de perto, “ninguém se deu a fé a si mesmo, como ninguém a si mesmo se deu a vida. Foi de outrem que o crente recebeu a fé; a outrem a deve transmitir. O nosso amor a Jesus e aos homens impele-nos a falar aos outros da nossa fé. Cada crente é, assim, um elo na grande cadeia dos crentes. Não posso crer sem ser amparado pela fé dos outos, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé” (CIC 166). Necessária para a salvação, a fé, verdadeiramente vivida e celebrada, faz com que possamos saborear já, neste mundo, a alegria e a luz da visão beatífica, vivendo no tempo a vida que existe em Deus: a Caridade, o Amor (cf. CIC 135 …). Ao mesmo tempo que nos revela o rosto de Deus que entregou o seu Filho por nós, a fé, afirma Bento XVI, “gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor!”. O cristão, conquistado e movido por este amor, consciente de ser amado, perdoado e servido pelo Senhor que lavou os pés dos apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus, o cristão, porque discípulo de Cristo, está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo. “Assim como Eu vos amei, também vós deveis amar-vos uns aos outros. Se tiverdes amor uns para com os outros, todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo 13, 34-35).
RELAÇÂO ENTRE FÉ E CARIDADE
Celebrar a Quaresma no contexto do Ano da Fé leva-nos a refletir, pois, sobre a relação entre “o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da ação do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros”. Há um entrelaçamento indissolúvel entre fé e caridade, como escreve o Santo Padre. “A fé é conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tim 2, 4); a caridade é “caminhar” na verdade (cf. Ef 4, 15). Pela fé entra-se na amizade com o Senhor; pela caridade, vive-se e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15, 14-15). A fé faz-nos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a caridade dá-nos a felicidade de pô-lo em prática (cf. Jo 13, 13-17). Na fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o fruto do Espírito Santo (cf. Gal 5, 22). A fé faz-nos reconhecer os dons que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade fá-los frutificar (cf. Mt 25, 14-30)”. E fá-los frutificar na vida pessoal e familiar, no trabalho e na profissão, na vida política e económica, na vida cultural, social e comunitária.
EVANGELIZAR: A MELHOR OBRA DE CARIDADE
Por vezes, diz-nos Bento XVI na sua Mensagem, “por vezes, tende-se a circunscrever a palavra “caridade” à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, “o serviço da Palavra”. Não há ação mais benéfica e, por conseguinte, caritativa para com o próximo, do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu Paulo VI na Encíclica Populorum Progressio, “o anúncio de Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento”. E isto acontece na e pela comunidade, espaço rico e diversificado pela inclusão etária, cultural e social. É na comunidade cristã que a fé se faz amor, convocando, propondo, agindo e seduzindo. Só a fé traduzida em amor pode ser proposta evangelizadora e transmissora do reino que acontece. Só a amor motivado pela fé, leva à conversão e à dinâmica sacramental na vida, deitando mão de muitos meios sem esquecer os tradicionais, sempre recomendados e atuais: a oração, o jejum, a partilha. Empenhar-nos mais e melhor na caminhada sinodal é também um gesto de amor: é a evangelização que está em causa, é a evangelização que nos move com esperança.
DESAFIOS
Vivamos a Quaresma em familiaridade com a Palavra de Deus que aumenta em nós a fé. Sintamos a alegria de A anunciar para que outros se abram mais decididamente ao dom precioso da fé. Descubramos cada vez mais o valor e a importância da comunidade cristã que, movida pelo Espírito Santo, é o agente principal e principal responsável pelo empenhamento dos fiéis na dinâmica da fé e do amor fraterno. E porque a fé sem obras está morta, partilhemos a nossa vida com generosidade atenta e alegria contagiante, sentindo-nos próximos e irmãos de todos, com discrição e amizade. Partilhemos também do pouco que temos com aqueles que ainda têm menos, de modo que todos se possam sentir amados e possam alimentar a esperança de que melhores dias hão de vir e, sobretudo, possam reconhecer em nós as razões daquela Esperança que não engana. A fé que atua pela caridade renova-nos e renova a sociedade à luz do mistério de Cristo morto e ressuscitado por todos.
Atendendo à difícil situação económica que continuamos a viver, a renúncia quaresmal deste ano voltará a ser para o Fundo Social Diocesano, verba que será gerida pela Cáritas Diocesana, retirando cinco mil euros para o Centro nutricional do Liupo, Moçambique, o valor indicado para um projeto que a Congregação do Verbo Divino, presente na nossa Diocese, tem sob o lema: Campanha “Mãos Unidas” 2013.
Antonino Dias
Bispo de Portalegre-Castelo Branco

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013