sábado, 29 de setembro de 2012

Semana Nacional da Educação Cristã arranca este sábado




É importante aprofundar valores cristãos
Professores e catequistas são desafiados a privilegiarem a consolidação da fé no meio das comunidades.


A Semana Nacional da Educação Cristã arranca este sábado e é uma ocasião para mostrar a importância que a catequese e a disciplina de educação e moral religiosa católica podem ter na formação das crianças e dos jovens. Uma importância ainda maior neste tempo de crise, sublinha D. António Francisco dos Santos, presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.
“Neste tempo difícil em que vivemos, marcado pela crise, e pelas provações, mais razões temos para encontrarmos na descoberta dos valores cristãos esse sentido da dimensão da partilha, da solidariedade, e na educação para os valores nessa matriz cultural cristã que a Europa tanto precisa”, defende D. António Francisco dos Santos.

A Semana Nacional da Educação Cristã desafia professores e catequistas a privilegiarem a consolidação da fé no meio das comunidades.
O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé explica que muitos pais confundem catequese com educação e moral, mas “uma não invalida a outra”, porque a iniciação cristã que a catequese dá deve ser complementada com a formação para a cidadania que a educação e moral permite.
D. António Francisco dos Santos sublinha que é muitas vezes através das crianças que muitos pais (re) descobrem a dimensão da fé, daí a importância do ensino desta disciplina.
Este responsável confirma que a não colocação de professores também atingiu este ano alguns docentes de Educação e Moral e garante que a Comissão Episcopal está a acompanhar a situação.
O programa da Semana Nacional da Educação Cristã começa este sábado com uma peregrinação das escolas católicas a Fátima. As Jornadas Nacionais de Catequistas vão decorrer de 5 a 7 de Outubro.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Taizé: um LINDO testemunho






Desde que a minha irmã L. viveu uma experiência espiritual em Taizé que este lugar se tornou para mim um ponto do globo que não podia nunca deixar de visitar. O feedback desta vivência tinha sido muito bom e, sendo ela alguém bastante exigente e perfecionista, aquela admiração por esta simples grande aldeia só era explicada, a meu ver, dadas as suas caraterísticas únicas. A motivação e eloquência com que me falava desta comunidade eram fantásticas!

Mais tarde, quando me matriculei no 11.º ano, na Escola Secundária da Sertã, e escolhi ter EMRC como disciplina, o entusiasmo que inundava quem desta aldeia francesa falava e que foi constante ao longo do ano, fazia-me desejar cada vez mais uma peregrinação a esta terra.

Depois dos vários testemunhos que me tinham sido apresentados que Taizé passou a constituir um oásis de fé e amor, onde reinava, acima de tudo, a simplicidade e a alegria.

Assim, é fácil entender que as expectativas que trazia eram elevadíssimas e o receio de que não fossem superadas eram também uma constante que antecedia a chegada e os primeiros dias em Taizé.

Talvez só a partir do 2.º dia percebi que aquele lugarzinho era realmente especial, dado o seu espírito tão próprio e o ambiente acolhedor de fraternidade, amizade e amor que se faziam sentir em tudo e em todos.

A pertença a diferentes igrejas cristãs não quebrava, impressionantemente, o sentido de comunhão estabelecido entre os milhares de pessoas que aqui querem viver intensamente uma semana (na maioria dos casos), unidos a Deus, a Cristo e, evidentemente, àqueles que nos rodeiam. Nomeadamente, àqueles que provavelmente buscam a resposta às mesmas inquietantes questões, àqueles que anseiam por uma paz interior que noutro local não encontram, àqueles que ainda não se conhecem e têm a necessidade de o fazer e/ou àqueles que mesmo arrastados pela força da multidão vêm descobrir algo inesperado e muito mais forte do que aquilo que esperavam.

Bem, as razões que nos conduzem até Taizé podem ser diversas, contudo há sempre uma consequência que é comum e que nem sempre é identificada como o propósito desta experiência, isto é, a valorização da espiritualidade de cada um, essencial a uma vida plena.

O ambiente de Taizé é realmente convidativo à reflexão e/ou introspeção que podem culminar numa tão nomeada mudança de vida.

A solidariedade e a comunicação são também conceitos que combinam na perfeição com o espírito comunitário de Taizé. A interajuda é também observável na sua essência livre de qualquer outro interesse, unicamente com o intuito de proporcionar ao outro o melhor.

É, por exemplo, incrível que aquando da distribuição das refeições haja uma disputa feroz e concomitantemente saudável entre voluntários para se conseguir um simples lugar de trabalho. O desejo de participar em tudo o que se puder é também qualquer coisa de impressionante, algo que acaba por impedir uma boa noite de sono! Todos queremos aproveitar Taizé ao máximo!


Existem grupos de reflexão que interpretam e analisam passagens bíblicas transpondo, com base na experiência de vida de cada um, a sua lição para o mundo atual, ou seja, através destes grupos é possível compreender facilmente o quão presentes são as parábolas bíblicas. Além de que aqui são também criados laços que motivam à confiança.

Taizé é, pois, um lugar privilegiado para a interação entre pessoas cultural e educacionalmente muito diferentes, pessoas de hábitos e tradições distintas e onde as diferentes línguas não são propriamente um obstáculo, sendo que talvez seja por isso que em Taizé está patente a valorização dos simples gestos, como os sorrisos e até mesmo os olhares.

É fantástico ouvir a única música em português (Cantarei ao Senhor) ecoar dos lábios de coreanos, alemães, ingleses, franceses, italianos… que, embora com acentuações esquisitas ou sotaques diferentes, acabam por ter um único sentido.

Neste lugar “mágico”, as emoções estão muito presentes.

Durante as orações as lágrimas (por vezes) correm pelo rosto de quem está ao nosso lado e isso não nos é indiferente.

Taizé é como um concretizar de um Deus que é Amor!     



Taizé, 28 de Julho de 2012



S.(Escola Secundária da Sertã)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Jovens de EMRC buscam em Taizé o Espírito para a construção de uma “Nova Solidariedade”



Entre os dias 20 e 30 de Julho, mais de uma centena e meia de jovens de diversas zonas da diocese de Portalegre e Castelo Branco, rumaram a Taizé para uma experiência de encontro, de partilha e de comunhão.

O que os unia? Tinham como denominador comum o facto de serem alunos da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica e, se uns iam pela primeira vez, outros faziam dessa experiência um reencontro. Não estiveram sós, mas juntaram-se a milhares de jovens e adultos provenientes de uma multiplicidade de países, culturas, modos de viver e de crer.

Mas o que tem de tão especial Taizé, para que tantos jovens se disponham a trocar o conforto das suas casas pela exiguidade de uma tenda? Lendo o testemunho de vários jovens encontramos a resposta. Em Taizé revela-se o que há de mais bonito na vida de cada jovem, em momentos especiais e únicos que, de modo imprevisto, tocam a sensibilidade e reavivam a fé e a confiança.

O que há de comum em todos os testemunhos destes jovens é o sentido da busca e a busca de sentido. Para a imensidão de jovens que acorreram a Taizé, este local representa uma busca de sentido e concretiza-se no sentido da busca … um sentido e uma busca que, na riqueza da diversidade, constroem comunhão.

Ao longo de 10 dias, através dos momentos de encontro e de partilha, do diálogo nos pequenos e grandes grupos, do trabalho cooperativo, da participação nos workshops, da oração comunitária e do silêncio, todos foram convidados a ser arautos e protagonistas de uma nova solidariedade, capaz de dar sentido à busca e de iluminar a busca do sentido. Interpelados pela riqueza da partilha e do testemunho de vida, o sentido e a busca foram ganhando uma nova profundidade.

O sentido conduziria uns à descoberta de um caminho capaz de apontar uma direcção, uma meta, ou simplesmente um rumo para se tornar “peregrino da confiança” na vida quotidiana; a outros levaria à compreensão do que é essencial para o seu dia-a-dia e a fé, num espírito de verdadeira fraternidade e na descoberta de que o que faz sentido para uma vida plena vive-se na simplicidade do coração; noutros o espírito de comunhão foi sentido em cada gesto, em cada melodia, em cada momento de diálogo ou de recolhimento, testemunhando a presença de um Deus que é amor e que convida, de modo pessoal e comunitário, a simplificar a vida, a montar e a desmontar a tenda das nossas prioridades, a viver a alegria da descoberta e do encontro, a escutar e a valorizar os que vivem na inquietude, na dor e no sofrimento, a irradiar luz e felicidade para o mundo, a estabelecer elos de “comum” unidade (comunidade), enfim a formar com toda a humanidade uma verdadeira família em Cristo.

Após o regresso à base da montanha, vivendo uma transfiguração espiritual, o espírito de Taizé continua a ecoar: “vai! Monta a tua tenda e constrói uma nova solidariedade!”.     

Profª Dina

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Alunos de EMRC do Gavião em passeio por Castelo Branco


Alunos do 7º A de EMRC do Agrupamento Vertical do Gavião, com o dinheiro que juntaram durante o 3º período foram passear durante 2 dias a Castelo Branco e Alcains, com a respetiva professora da disciplina - Ana Filipe.

Foram de comboio de Belver até Castelo Branco onde o professor de EMRC de Alcains - Ricardo Farinha os recebeu de braços abertos e com um jogo de cidade muito interessante. Obrigado ao Profº Ricardo pela disponibilidade e atenção.

Passaram o dia na cidade de Castelo Branco, a professora de Matemática do Gavião - Cecília Serrano, juntou-se ao grupo nas atividades.

A estadia foi no Seminário de Alcains, foi proporcionada pelos Padres Castanheira e Rui, que foram muito prestáveis no acolhimento e na ajuda prestada.

O segundo dia foi passado por Alcains, a ida à piscina foi o ponto máximo da atividade.

Regressaram novamente de comboio a Belver, com pena de não terem ficado mais dias. De qualquer forma foi
Foi uma atividade, onde o espírito de grupo e amizade foi uma constante.
A todos os intervenientes, escola, pais, Padres, professores amigos e alunos, o meu muito obrigada.
uma atividade, onde o espírito de grupo e amizade foi uma constante.

A todos os intervenientes, escola, professores, pais, Padres e alunos, o agradecimento por parte de professora Ana Filipe.




terça-feira, 17 de julho de 2012

Nono ano do Gavião com Bênção das Pastas


O Agrupamento Vertical de Gavião realizou na última semana de aulas a bênção das pastas.
Alunos de EMRC do 9º ano (finalistas nesta escola) com a respetiva   professora fizeram as pastas. O
Padre Adelino fez a cerimónia na escola.
Alunos e professores animaram a celebração. Os pais foram convidados para assistir à mesma e gostaram muito.
A atividade decorreu bem e o espírito de bênção foi criado.




Parabéns a todos os que participaram!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Não podendo cantar com ele hoje na terra ...


Não podendo cantar com ele hoje na terra, eu canto na terra e ele cantará no céu este hino às maravilhas do seu sacerdócio. Faria hoje 38 anos de padre e dando continuas graças pelo dom que Deus lhe deu, também hoje o faria, e fará no céu. Parabéns Pe. Armando e obrigado pela sua entrega. Reze por nós no céu, hoje neste dia do seu aniversário de ordenação sacerdotal, que nós rezamos por si cá na terra.

http://sdeiepcb.blogspot.pt/




 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A hora da EMRC …na Missão Jubilar


Recordo aqui como ponto de partida para uma reflexão sobre a importância da Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) uma bela metáfora, muito querida ao Papa João Paulo II e por ele referida frequentemente: “quando nos encontramos diante da montanha e sentimos desejo de a subir, uns decidem-se a fazê-lo, vencendo dificuldades e superando obstáculos, metendo pés à escalada; outros desistem, vencidos diante do desafio da aventura, à espera de ver um dia diminuir a altura da montanha para que seja mais fácil a subida”.
A educação é tempo onde aprendemos a subir montanhas e lugar de onde partimos a escalar alturas. Educar não significa diminuir a altura nem evitar as dificuldades de escalar o alto das montanhas para de lá desvendar horizontes maiores. Educar implica ensinar e aprender a subir pelos próprios pés. As crianças e os jovens cristãos conhecem isso mesmo, por experiência própria, diariamente aprendida na Família, na Escola e na Igreja, e os que querem subir os degraus da vida e escalar as montanhas do futuro sabem quanto isso custa e quanto isso vale. O sabor das vitórias alcançadas vem sempre depois das dificuldades vencidas e dos obstáculos ultrapassados. A vida não cresce sem esforço. Os valores não se cultivam sem trabalho. O mérito não se conquista sem persistência.
Vem isto a propósito de muitas realidades da vida quotidiana das Famílias e das Escolas do nosso País e de diversas iniciativas pastorais de que a Igreja tem dado testemunho. Por aqui passam muitos dos caminhos da missão da Igreja e do futuro de Portugal.
É nesse contexto e com este mesmo sentido impresso na alma da Missão Jubilar, a viver pela nossa Diocese de Aveiro, que se inscreve esta minha palavra de apelo a pais e educadores para que dêem aos seus filhos, alunos das nossas Escolas, esta oportunidade de frequência das aulas de EMRC, uma disciplina curricular de oferta obrigatória por parte das Escolas e de escolha facultativa por parte de pais e alunos.
Na Escola e concretamente através desta disciplina, as crianças, adolescentes e jovens encontram, desde o início do Primeiro Ciclo até ao termo do Ensino Secundário, este necessário espaço e horizonte onde a vida se aprende e reflecte, onde o futuro se sonha e se antevê e onde estão presentes e actuantes, em permanência, os valores em que o futuro se alicerça, a Humanidade se sustenta e Deus se encontra.
O testemunho vivo, feliz e contagiante dos muitos milhares de alunos, que frequentam com visível sucesso e reconhecidos bons resultados as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica em todas as Escolas do nosso País, é o melhor exemplo e o mais eficaz incentivo à matrícula de quantos agora iniciam o seu percurso educativo e à compreensão dos seus pais e encarregados de educação diante das várias opções a fazer frente ao futuro.
Os resultados alcançados em cada Escola pelos seus alunos, o empenhamento criativo e colaborante nos vários projectos da Escola por parte de alunos e professores, o gosto sentido e ano a ano renovado pelos pais e educadores destes alunos, a expressão bela e pública dos Inter-escolas de EMRC, que por todo o País reuniram dezenas de milhares de alunos, professores e pais e inscreveram no coração da vida de todos nós uma mensagem de alegria e de esperança, dizem-nos que por aqui passa, também, o futuro da educação em Portugal.
Sei que, em cada um dos alunos e professores de EMRC se acolhe, hoje, este desafio a um serviço competente, dedicado e criativo à educação plena e integral e à construção de um mundo mais feliz, justo e fraterno e se vive esta hora como hora de missão. E porque esta é a «hora da Missão Jubilar», na nossa Diocese de Aveiro, esta é também a «hora da EMRC», vivida nas nossas Escolas, pelos alunos, educadores e pais, como desafio e missão.
Aveiro, 24 de Junho de 2012
António Francisco dos Santos
Bispo de Aveiro